O Motoqueiro do Sertão – parte 2

Aug 22nd, 2009 | By | Category: Ficção, Posts

Jessé acordou na manhã seguinte de ressaca, em uma cama desconhecida. Pela decoração devia ser algum hotel. Ao ouvir um barulho na porta, levantou-se para colocar a roupa. No corredor estava Thaís, mais linda ainda do que na noite anterior, com uma xícara de café

– Bom dia, Thaís.

– Bom dia. Eu trouxe esse café para você acordar mais rápido. Lembra daquele trabalho que te falei? Pois é, interessado?

– Não podemos pelo menos comer alguma coisa antes?

– Não dá tempo não. Mas o serviço é coisa fácil e rápida. Você vai lá, resolve tudo, depois nos encontramos para almoçar. Pode ser?

Aquele sorriso era irresistível. E o serviço era realmente simples. Thaís tinha prometido ao seu chefe, o juiz da cidade, que iria arranjar um motorista para levá-lo do banco até a sua fazenda para fazer o pagamento dos seus empregados. Como não tinha conseguido ninguém,  estava com medo de perder o emprego. A companhia era só por formalidade, já que por ali ninguém teria coragem de fazer nada contra o político mais amado da região.

– Mas porque então eu preciso ir armado?

– Agora não dá para te explicar, amor. Depois de conto tudo. Fofocas de cidade pequena. Coisa com a ex-mulher dele.

Thaís continuou então com os detalhes, dizendo para não se esquecer de nada. O juiz estaria já dentro do banco. Chegando lá, Jessé deveria se apresentar aos seguranças. Eles já sabiam que estava indo para lá, que estaria armado e que, portanto, deveriam desligar o detector de metais.

– Que complicação, hein?

– Também acho, meu amor. Mas vai logo resolver tudo isso para nos encontrarmos de novo. Já estou morrendo de saudade.

O perfume de hoje era mais envolvente que o de ontem. Como fazer uma mulher daquelas esperar? Jessé pegou a sua moto no posto e rumou para o banco. Estacionou na calçada, desceu, chegou até a porta de vidro e chamou o segurança.

– Oi, eu sou o motorista do juiz.

– Tá certo, pode entrar, ele já está fazendo o saque.

– Mas você precisa desligar o detector, porque eu estou armado.

– Legal. Espera só um pouco que já vou desligar o treco.

Jessé ficou aguardando alguns instantes enquanto o segurança ia ao fundo do banco. Como demorou um pouco, voltou até a calçada para ligar o motor da moto e examinar um barulho na corrente de comando. De repente, ouviu a maior correria vinda de dentro do banco. Só entendeu o que acontecia quando o segurança apareceu de novo na porta do banco, gritando:

– É o bandido da moto! Bem que avisaram a gente! Manda bala!

(continua)

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Após a publicação dos posts, veja a história toda na seção de escrita.

10 Comments to “O Motoqueiro do Sertão – parte 2”

  1. Denny_Master says:

    Mas Fabio, estava so esperando eu pegar a estrada para colocar a parte 2 no ar heim…

    estou aqui em Currais usando um pc com o teclado desconfigurado…

    Mas… consegui ler a parte 2

    abracao e um otimo final de semana.

  2. magnani says:

    Denny, veja pelo lado bom: quando você voltasse poderia ler 2 capítulos ao mesmo tempo… kkkkk

  3. João Paulo says:

    Porra Fábio, os vilões tinham que trabalhar num banco???????? Hhahahahaha. brincadeirinha, isso não me onfendeu, hehehehe.
    Ótima história, continua!!

  4. magnani says:

    JP, quem disse que os vilões são os que estão dentro do banco? Qual será o passado de Jessé? E de Thaís? Calma… hehehe

  5. rsrrs….picando o cabra safado na bala ?

    Rapaz….está na hora de você conhecer o Tonhão Matador…

  6. magnani says:

    Gustavo, quem é o Tonhão? Beque do Londrina F.C.? hehehe

  7. Denny Master says:

    Olá… estou de volta!!! Dessa vez num teclado configurado… kkkk

    Kd a parte 3????

  8. magnani says:

    Estou esperando você viajar de novo para publicar a outra parte… kkkkk

    Tudo certo na viagem?

  9. Denny_Master says:

    Faça isso não homi… essa história tá mais esperada do que a trama de “Caminho das índias” kkkkkk

    Tranquilo…

  10. magnani says:

    Mas aqui não vai ter tempo de fazer herdeiros falsos não. É bala! hehehe

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