O Século da Harley-Davidson

Aug 20th, 2013 | By | Category: Engenharia & Estudos, Livros, Mais Destaques, Motoqueirismo, Motos, Outros Textos, Posts

O que eu penso da Harley-Davidson? Essa é uma longa resposta, que por sua vez depende de uma longa introdução. Vamos a ela.

A Harley-Davidson provavelmente é a moto mais desejada por aqueles que jamais comprarão uma moto. Isso pode ser explicado pela constante presença dessa marca nos filmes americanos, nas roupas de grife e nos brinquedos infantis – fruto de uma campanha publicitária cara e muito bem feita. Uma campanha que vende uma marca, não uma moto. Uma campanha que vende uma ideia, não um objeto real.

Para mim, como objeto de estudo, a Harley-Davidson se inclui entre aquelas fábricas que já foram grandes no passado, como a Indian, DKW, NSU e BSA – lugar ocupado hoje em dia pela Honda. E isso me interessa muito, pois gosto de aprender o que faz as fábricas serem grandes. Só que isso é apenas um interesse histórico, porque, depois da Segunda Guerra Mundial, a Harley foi ficando cada vez menor, até quase falir nos anos 70. A partir dos anos 80, para sobreviver, a Harley teve que se transformar em uma boutique, vendendo motos ultrapassadas pelo preço de modernas, coisa que não me interessa nem um pouco. Nem como engenheiro, pois as motos são ruins; nem como estudioso do motoqueirismo, já que o volume de motos que a H-D vende é totalmente inexpressivo em relação ao número de motos vendidas no mundo – muito abaixo de 1%.

Outro motivo que sempre me distanciou de dar uma opinião pública sobre a H-D, embora eu faça algumas piadas nas minhas aulas, é que sei bem que muitas pessoas idolatram essa marca. Inclusive, tenho vários amigos que estão comprando essas motos desde que abriram uma loja aqui no Recife. Então, já que eu não dava importância para essa fábrica, não iria escrever um texto só para irritar quem gosta dela, não é? Cada um tem o seu gosto, e não sou eu quem vai criticar. Gosto e decote não se descote. Por falar nisso, eu também tenho os meus gostos irracionais. Por exemplo, adoro motos do tipo naked (peladas), que são aquelas esportivas sem carenagem. Essas motos são desconfortáveis, pesadas, não têm agilidade no trânsito e não podem atingir altas velocidades porque não têm boa aerodinâmica. São uma porcaria do ponto de vista técnico. Mas eu gosto. Ponto. Do mesmo jeito que outras pessoas gostam da H-D. Ponto final.

Se bem que eu acho esquisito alguém ter orgulho ao dizer que a sua moto é mais pesada que a dos outros, ou então comemorar o aniversário da empresa da qual é apenas um mero consumidor. Para mim, comemorar os 100 anos da Harley-Davidson é a mesma coisa que comemorar os 100 anos do McDonald’s, da Hering ou do Wal-Mart. Tá bom, tá bom, vou parar com as piadinhas. Desculpa…

E assim vivi feliz durante muitos anos, considerando a Harley-Davidson apenas uma página virada da História. Mas – sempre tem um mas -, recentemente eu tive uma grande surpresa em relação à Harley-Davidson. Isso aconteceu quando estava comparando os relatórios financeiros da Honda e da Harley. Ao comparar esses dois relatórios, o ponto que salta aos olhos é o lucro que cada fábrica tem por moto vendida. Enquanto a Honda fatura R$ 100,00 por moto, a Harley fatura R$ 7.000,00. Isso faz com que a Harley tenha um lucro maior que o da Honda, mesmo produzindo menos de 2% das motos que a Honda produz. É impressionante como a Harley consegue lucrar quase R$ 2 bilhões por ano.

Esses fatos nos levam a duas conclusões. Primeiro, que é necessário divulgar essa informação, pois a H-D está explorando muitos consumidores por aí, que pagam a maior grana acreditando que estão comprando algo de qualidade quando na verdade estão comprando apenas uma imagem. Segundo, e mais importante, é que há um grande nicho para motos de luxo, o que é bastante interessante para os novos profissionais que estão entrando no mercado. Digo isso porque um dos grandes obstáculos para a criação de novas fábricas é competir com as empresas que já estão instaladas, pois essas já atingiram uma economia de escala. Mas a Harley nos traz a lição de que é possível sim vender poucas motos com um preço muito alto, desde que se venda uma imagem junto. E é aí que as novas empresas podem começar, vendendo motos exclusivas e de qualidade (diferentemente da H-D). O alto lucro obtido por essas motos de luxo poderá, então, ser revertido em novos investimentos para a ampliação da fábrica. Legal. Mas vamos à Harley-Davidson.

Uma Moto de Fases

A H-D apareceu em 1903, 18 anos após o surgimento da primeira moto experimental (Daimler Reitwagen) e nove anos após a primeira moto vendida em série (Hildebrand & Wolfmüller). Por isso, a H-D não participou dos anos pioneiros da engenharia, onde muitas ideias foram testadas. Nessa época, os países mais importantes na engenharia das motocicletas eram a Alemanha, Inglaterra, França, Bélgica e Itália.

Nos primeiros anos da sua existência, a H-D produzia motos apenas para transporte, portanto com foco na confiabilidade. Depois da Primeira Guerra Mundial, com a produção de carros baratos e com a prosperidade da população americana, as motos deixaram de ser uma necessidade, passando a ser uma escolha. A H-D passou então a produzir motos destinadas ao lazer. As suas duas concorrentes americanas, Indian e Excelsior, percebendo a importância de vencer corridas para aumentar as vendas, produziam motos mais rápidas – o que não surtiu bom resultado a longo prazo. Essa tendência continuou durante toda a vida da Harley, que sempre continuou produzindo motos mais pesadas e lentas que a concorrência, seja das fábricas americanas na primeira metade do século, das inglesas nas duas décadas após a Segunda Guerra Mundial, ou das japonesas depois dos anos 70. O ritmo da Harley, tanto no mundo empresarial quanto nas estradas sempre foi “devagar e sempre”.

Após a Primeira Guerra Mundial, a Harley se transformou em uma das maiores fábricas do mundo, ao lado da Indian (EUA), BSA (Inglaterra), NSU e DKW (ambas da Alemanha). Mas é importante notar uma grande diferença entre as fábricas dos dois continentes. Enquanto a H-D produzia motos para o lazer da rica população americana ou para a elite econômica dos outros países, as fábricas europeias produziam motos de baixa cilindrada, projetadas para transporte.

Depois da Segunda Guerra Mundial houve três grandes mudanças. Primeiro, as fábricas alemãs praticamente desapareceram (NSU e DWK), ou passaram a produzir apenas motos de luxo (BMW). Segundo, as fábricas inglesas tiveram grande incentivo para exportação, como forma de arrecadar divisas para cobrir as despesas da guerra, o que permitiu que produzissem motos avançadas para a época. Terceiro, houve uma explosão na venda de motos de pequeno porte, principalmente com a Vespa italiana (Piaggio) e a Dream japonesa (Honda). Nessa fase, a H-D diminui progressivamente as suas vendas, já que seus produtos eram pesados, antigos e lentos. Quem queria performance escolhia uma moto inglesa, quem queria praticidade escolhia uma italiana ou japonesa.

Quem salvou a H-D foram os bikers, que compravam essas motos por serem baratas. Nessa época, as H-D eram consideradas vira-latas. Vazavam óleo, tinham problemas na partida e uma performance horrível. Mas nada que os bikers não pudessem resolver com sua habilidade mecânica. As partes desnecessárias eram cortadas e o motor mexido para ter maior potência. Eram nascidas as motos do tipo bobber, chopper e custom. A H-D vivia uma relação de amor e ódio com os bikers. Por um lado queria esses consumidores e se aproveitava dessa cultura para seus novos lançamentos. Por outro lado, tentava ao máximo se distanciar desses grupos porque a imagem de violência afastava outros clientes mais, digamos, convencionais. Em outras palavras, eles precisam dos bikers mas tinham vergonha da amizade.

No final da década de 60, as fábricas japonesas, que só vendiam motos de baixa cilindrada, apareceram com motos maiores, que competiam com as motos da H-D e também com as inglesas. As motos japonesas eram mais baratas, mais potentes, mais confiáveis e mais eficientes. O grande símbolo dessa nova fase foi o lançamento da Honda 750 Four. As fábricas inglesas caíram como um dominó, uma a uma. A H-D teve que ser vendida para um grupo maior (AMF, American Machine and Foundry, em 1969). Essa venda teve dois efeitos opostos. Por um lado esse grupo estava preocupado apenas com as vendas, e por isso produzia motos de baixa qualidade, o que arranhou mais ainda a imagem da H-D. Por outro lado, durante esses anos a H-D teve dinheiro para sobreviver (ao contrário das fábricas inglesas) e até sobrava um pouco para desenvolver novos produtos. Em 1981, um grupo de treze investidores, vários dos quais trabalhavam na H-D, compraram novamente a fábrica.

Para sobreviver, a H-D teve que se reestruturar completamente do ponto de vista industrial, passando a usar as técnicas just-in-time e lean manufacturing. Mas a grande jogada mesmo foi a de marketing, que aproveitou melhor do que ninguém a nova era consumista dos anos 80. Isso porque, depois da grande depressão dos anos 30, do sonho americano dos anos 50, e da rebeldia dos anos 60, chegavam os anos 80 com o seu individualismo e o seu consumismo. A partir dos anos 80, o que passou a valer foi: “você é o que você consome”. Quer parecer feliz? Consuma os produtos da Disney. Quer parecer moderno? Consuma Apple. Quer parecer urbano e independente? Consuma Nike. Quer parecer maneiro? Consuma Ray-Ban. Quer mudar o mundo? Itaú. Quer inspirar as pessoas? Petrobrás. Quer parecer descolado? Consuma Specialized. Quer parecer rebelde? Harley-Davidson.

Em outras palavras, para sobreviver à concorrência das fábricas japonesas, a Harley teve que parar de vender motos e passar a vender um estilo de vida. E um estilo bastante contraditório. Por um lado, a Harley finalmente aceitou ligar a sua imagem à dos bikers. Por outro lado, domesticou completamente essa imagem. Até os anos 80, os motoqueiros eram vistos como estupradores, fedidos, criminosos e vagabundos. Mas, a partir dessa reconstrução da imagem da H-D, começaram a ser vendidas camisetas da Harley, joias da Harley, canecas da Harley, passeios da Harley, amigos da Harley e por aí vai. Um dos maiores símbolos dessa reviravolta foi a venda de bonecas da Harley, o que hoje em dia seria algo como termos “Barbies Comando Vermelho” sendo vendidas para as nossas menininhas. O mais paradoxal de tudo isso é que com a alta no preço das motos H-D, os bikers de verdade dificilmente podem comprá-las.

O Século da Harley-Davidson

Mas voltemos à vaca fria. Como fiquei interessado em saber como a H-D conseguia ganhar R$ 7.000,00 por moto produzida, dei uma folheada com mais cuidado em meus livros da estante e até comprei mais alguns. Para quem tiver interesse, segue uma lista:

Harley-Davidson Century – Darwin Holmstrom
Harley Davidson: Nasce uma Lenda – Montse Borras
Harley Davidson: Uma Paixão Sem Fronteiras – Montse Borras
Harley-Davidson and Philosophy – Bernard E. Rollin et al
Art of the Harley-Davidson Motorcycle – Dain Gingerelli
Harley-Davidson Motor Company (Corporations That Changed the World) – Missy Scott
The Harley-Davidson and Indian Wars – Allan Girdler
Rebuilding the Brand: How Harley-Davidson Became King of the Road – Clyde Fessler
More Than a Motorcycle: The Leadership Journey at Harley-Davidson – Rich Teerlink and Lee Ozley

Dá para ver que há bastante coisa. O problema é que a maior parte desses livros é em homenagem à marca, escrita por aficionados, por isso é meio difícil extrair a história real. Mas com um pouco de paciência dá para garimpar algumas informações valiosas. É certo que dá a maior vergonha ser pego lendo um livro da Harley, pois as pessoas o tomam como um apaixonado fiel, como um torcedor da marca, e não como alguém que está estudando. Ossos do ofício. Outro dia comento os outros livros. Vamos ao primeiro da lista.

O livro Harley-Davidson Century foi lançado em 2004, em homenagem aos 100 anos da fábrica. A obra, editada por Darwin Homstrom, traz uma coleção de textos de vários autores, como Greg Field, Hunter S. Thompson, Peter Egan, Kevin Cameron, Ed Youngblood e Steve Anderson. O livro tenta balancear bem os aspectos positivos e negativos da fábrica, se exaltando em alguns momentos, mas também falando sobre a tecnologia atrasada e a imagem de “rebelde comportado” que a H-D vende desde os anos 80. Imagine se fosse escrito por detratores. A estrutura é baseada na evolução tecnológica dos motores. Por falar nisso, eu achei uma imagem bem legal sobre os principais motores da Harley no website Headbiker Motorcycles, que mostra o V-Twin, F-Head, Flathead, Knucklehead, Panhead e Shovelhead.

Os nomes desses motores foram escolhidos com o passar do tempo pelos próprios motoqueiros, baseados na forma da tampa do cabeçote. Alguns se parecem com as juntas da mão (knuckle), outros com uma panela (pan), e por aí vai. Faltam os três mais “modernos”: Evolution, Twin Cam e Revolution (motor desenvolvido pela Porsche, resfriado a água, ao contrário dos outros motores que são resfriados a ar). Dá para perceber que não mudou muita coisa desde o knucklehead, de 1936. É possível construir uma linha do tempo desses motores, e é sobre ela que o livro conta a história da empresa.

O que é mais interessante é o entrelaçamento que os autores fazem de tecnologia, cultura e administração. Seguem alguns exemplos. Toda a parte dos anos 70, no livro, é dedicada a explicar como a H-D sobreviveu enquanto todas as inglesas caiam frente à evolução das japonesas. Já a história dos Hell’s Angels, extremamente ligada a da Harley, é contada a partir de um trecho do famoso livro do Hunter S. Thompson. Até a história das competições, com todas as ajudas dos regulamentos, feitos especialmente para a H-D, é descrita com uma franqueza incomum nesses livros de homenagem. As lendas também são bem legais, como a da V-Max ter sido copiada de um protótipo da H-D.

Sim, e a minha resposta? O que eu penso da Harley-Davidson? Bem, depende muito da fase. Do ponto de vista industrial, acho legal essa visão da Harley de produzir motos simples e confiáveis. Também respeito bastante os engenheiros que trabalharam por lá até os anos 80, pois faziam o máximo possível com os poucos recursos que tinham. Tecnicamente, não gosto dessas motos por serem muito pesadas e volumosas. Para mim moto tem que ser ágil. Do ponto de vista cultural, gosto dos anos em que a Harley era considerada uma empresa vira-lata, anos em que as motos eram usadas apenas pelos bikers de verdade, que tinham conhecimento mecânico para consertar as várias falhas construtivas. Por outro lado, não gosto nada dessa fase de boutique que vem desde meados da década de 80. Isso porque eles vendem produtos para pessoas que querem se sentir diferentes, coisa que eu não quero. Gosto de me sentir totalmente à vontade junto com todos os outros motoqueiros urbanos. O que é pior, no entanto, é que a H-D vende uma moto pesada, antiga e ineficiente como se fosse uma moto moderna – o que certamente ela não é. Sendo curto e grosso, eu teria uma H-D antes de 1981 – uma XR750 ou uma XLCH -, mas certamente não depois disso.

Apêndice: Honda vs. Harley-Davidson

Comparando os últimos relatórios da Honda e da Harley-Davidson, podemos fazer algumas estimativas. No mundo, considerando só motos, por ano:

Receita da Honda com motos: R$ 30 bilhões (1)
Motos Vendidas no ano: 15.5 milhões
Lucro da Honda com motos: R$ 1.6 bilhão (2)(3)
Valor Médio por Moto: R$ 1.900,00
Lucro Médio por Moto: R$ 100,00

Receita da Harley-Davidson com motos: R$ 10.7 bilhões
Motos Vendidas no ano: 0.260 milhão
Lucro da HD com motos: R$ 1.8 bilhão
Valor Médio por Moto: R$ 41.000,00
Lucro Médio por Moto: R$ 7.000,00

Observações:
1 – A receita total da Honda (carros, motos, motores e bancos) foi de R$ 223 bilhões.
2 – O lucro da Honda com motos foi considerado igual ao lucro geral da empresa (carros, motos, motores e bancos).
3 – O lucro total da Honda (carros, motos, motores e bancos) foi de R$ 12 bilhões.

35 Comments to “O Século da Harley-Davidson”

  1. Juliano says:

    Bom, como já foi dito antes: gosto e c#, cada um com o seu. Tenho Harley e ando de Harley. Porque?
    Meu estilo é igual ao da HD: devagar e sempre. Gosto pessoal: moto para mim, tem que ter refrigeração a ar. Eu amava uma honda CBX 750 que tive, moto confortavel, confiabilidade mecânica inquestionavel, manutenção barata, mas como nada é perfeito esse modelo tem um defeito grave no projeto elétrico. Também odiava carburador (4 ainda por cima). Hoje em dia, qual opção temos de motor acima de 500cc a ar? nenhuma, exceto a HD. O segundo ponto é a manutenção: minha HD tem 22mKm c/ 2 anos de uso. O filtro de ar ainda é o original, pois é lavável. Comprei 1/2 duzia de chaves e um manual de serviços, eu mesmo faço as manutenções… até hoje gastei R$30,00 em peças de reposição (fora oleo e filtro) e R$0,00 em MO.
    É pesada e esquenta muito? Não sei, pra mim não faz diferença pois só ando em rodovias…
    Mundo HD? dispenso! não dou a minima pra isso, nem gosto desse tipo de atitude coxinha, que tem até cueca da harley, e vem com aquele papinho de que “melhor que uma harley é só duas harley”. Quero dizer que o que EU procuro é uma moto em que eu me sinta bem. Se a BMW ou se a Kawasaki fabricasse uma moto com motor grande a ar e manutenção redicula (=facil), eu compraria! Não sou escravo de marca!
    Outro ponto que devemos analisar com cuidado é a questão de custo. Porque a Honda tem um lucro medio baixo, não significa que os produtos são baratos. Uma (nova) CB 500 vale R$24.000? isso é moto de US$5.000 lá fora… O imposto é alto? acho que não. Uma HD Dyna Custom 0Km custa nos EUA US$ 13.900 (+/- 32.100), sendo seu preço de tabela aqui no Brasil de R$39.900. Muito bem, nos EUA, a Hayabusa custa US$ 14.560 (+/- 33.600), agora me explique porque no Brasil essa moto custa R$60.000? que eu saiba as suzuki tb são montadas em Manaus…tudo isso é imposto? EU acho que é ganancia mesmo.
    E a HD vale o que cobra? não sei. Só sei que a moto é pesada por um motivo, porque quase nada nela é em plastico. Há muito aço, aluminio, zamak…
    Que cada um tire suas conclusões….

  2. magnani says:

    Oi Juliano, tudo bom? As vantagens que você comentou da HD são aquelas que ela tinha antes de 1981. Eu concordo, e teria uma moto desse tempo. Como você anda de moto só na estrada asfaltada, então a HD talvez seja uma boa moto para você. Eu, como me interesso mais por pilotagem urbana, prezo muito a leveza e agilidade. Obrigado pelas sua opiniões, pela sua experiência, e volte sempre.

  3. Juliano says:

    Amigo Fabio.
    A tecnologia esta ai e veio para ficar. As motos (maioria delas) da decada de 70 tinham ignição com “platinado”, um horror! Se não quizesse ficar na estrada, tinha que levar um novo na bagagem. Os freios eram, no minimo, duvidosos… carburador e afogador, então, um saco! No caso das HD, usavam corrente/coroa/pinhão na transmissão final (EU to fora) e caixa de 4 marchas…
    Respeito, e muito, a sua opinião sobre as pré-80s. Cada um tem o direito de querer ou gostar do que mais lhe convier. A democracia é uma maravilha.
    Quando o assunto é pilotagem urbana, nem sequer devemos colocar a HD nessa faixa. É o mesmo que comparar moto urbana com moto off-road, não dá.
    Parabéns pelo seu portal, digno de respeito e reconhecimento no mundo das 2 rodas, a mais de 2 anos eu acompanho seu site, mas é a primeira vez que me manifesto. Tb sou Eng. Mec. e as vezes “sonho” em fabricar uma moto genuinamente brasileira. Um grande abraço motociclistico.

  4. magnani says:

    Oi Juliano, mas agora precisamos de um grande salto tecnológico. É inadmissível termos motos com eficiência de 2% e 10.000 mortes por ano. Chegou a hora das motos elétricas, com boa aerodinâmica e tecnologia de comunicação entre veículos. Abraço e volte sempre.

  5. cesar says:

    COM TODO RESPEITO SOBRE OS COMENTARIOS, NOS NAO SOMOS OS PROPIETARIOS PARA DISCUTIR SOBRE PORCENTAGEM DE LUCROS DAS EMPRESAS, COMO GESTOR DE PRODUCAO INDUSTRIAL, SOU FANATICO PELAS EMPRESAS QUE SE SUSTENTARAM COM MUITO SACRIFICIO DURANTE ESSES PERIODOS DE GUERRA, E MUITO LINDO ISSO PARA MIM, AINDA MAIS UMA EMPRESA QUE JA FAZ MAIS DE 100 ANOS DE MERCADO, NAO E IMPORTANTE COMO ELA SOBREVIVE OU COMO ELA LUCRA ,COMO DISSE ANTES DEIXE ISSO PARA OS PROPRIETARIOS DAS EMPRESAS, JA TIVE MUITAS MARCAS DE MOTOS TAMBEM, POREM MEU SONHO DE CRIANCA ERA TER UMA HD, POIS NAO CONSEGUIA POR SER MUITO CARA, CONCORDO QUE OS VALORES DE VENDA SAO ALTISSIMOS E ABUSIVOS ATE, POREM DA QUALIDADE NAO TENHO DO QUE RECLAMAR , SO TENDO UMA PARA SABER MESMO, MAUTENCAO NAO TEM, E SO TROCA DE OLEO PASTILHA DE FREIO E PNEU, O MOTOR E A COREIA DENTADA PODE ESQUECER E PRO RESTO DA VIDA MESMO, HOJE POSSUO UMA FAT BOY 2004, OTIMO DESEMPENHO E MOTOR MUITO FORTE MESMO, POREM NAO E UMA MOTO ESPOTIVA, E UMA MOTO PARA CURTIR ESTRADAS E PASSEAR, NAO UMA MOTO DE CORRIDA QUE TAMBEM SO PODE CORRER NA PISTA DE CARTODROMOS, QUE PERANTE A LEI NAO PODEMOS PASSAR DE 120 KM NAS ESTRADAS NAO E MESMO, SEMPRE FUI APAIXONADO PELA HD POREM TINHA MEDO DE COMPRAR UMA POR FALAREM MUITO MAL DELA, MAS TAMBEM JA OUVI FALAR MUITO MAL DE OUTRAS MARCAS QUE TIVE TAMBEM, ENTAO QUANDO TIVE DINHEIRO EU DECIDI ARRISCAR MESMO SENDO AMANTE DA MARCA, HOJE NAO TENHO DO QUE RECLAMAR DA HD, MESMO DAS OUTRAS MARCAS QUE TIVE ANTES. NAO TROCO A MINHA POR NADA E MEU XODO ….KKKKKK,

  6. magnani says:

    Oi Cesar, tudo bom? Obrigado pela sua opinião. Volte sempre.

  7. André says:

    Ótimo artigo Prof Magnani,

    mas devo confessar que a anos tenho uma quedinha pela HD-883;
    nada a ver com desempenho; confiabilidade; preço; e muito menos com marketing.
    Acho a moto muito linda – estética.
    Também tenho a impressão, de leigo, que na prática as diferenças tecnológicas são a cada dia menores.
    Tanto é assim que o que mais tem importado na definição de “sucesso/fracasso” de um novo produto é sua estética. Pelo menos com os carros isto é evidente.
    A proliferação de programas de arquitetura deixa claro que a estética esta em alta.
    Sou engenheiro civil, quase fiz arquitetura, sempre valorizei a estética.

    Para mim a HD-883 lembra motos antigas, simples e bonitas. Acho as outras HDs grandes e pesadas demais, além de ser exageradas.

    Também acho que as motos novas estão ficando a cada dia mais parecidas com um transformer…
    é, tem um pouco de nostalgia aí….
    é a idade….

    Tive uma CB450-TR – muito boa a moto;
    se a Honda vendesse no Brasil a versão retrô da mesma eu compraria.

    Achei a CB500X “bacana”, mas é cara; tem desempenho mediano; o seguro é altíssimo; e os ladrões adoram Honda…
    Se projetar os custos da CB500X x HD-883 por 10 anos, é possível que o valor fique o mesmo (ainda vou fazer esta conta).

    Aliás, a muito tempo quero comprar uma moto;
    mas tá complicado!
    os preços são absurdos; o seguro é alto(altíssimo no caso das Honda); o transito é caótico; as estradas ruins; e os motoristas e motoqueiros uns barbeiros!
    Ou seja, se for comprar, só quando a emoção dominar a razão!

    Grande abraço!

    PS:
    confesso ter dificuldade de acreditar no lucro de R$100 por moto da Honda;
    isto pode ser lá fora; mas, aqui no Brasil, eles devem ganhar em média uns 2 mil por moto!
    Duvido que no caso da CB500X fique abaixo dos 4 mil!
    (leigo é leigo)

  8. magnani says:

    Desejo que você consiga logo sua 883. Abraço.

  9. Arthur Costa says:

    Cara, como é que você adivinhou o tipo da cueca que eu uso?!!! 🙂

    Li de montão o seu blog. Fiquei fã! Identifiquei-me com várias coisas que você disse. Uma delas, que bateu forte, foi: “Quem anda de moto tem uma relação muito mais direta com a própria mortalidade. Cada dia, cada vez que você sobe na sua moto, você está dizendo para si mesmo: eu sei que posso morrer, mas também sei que vale a pena viver.”. Muito legal. Ter moto, para mim, é valorizar a vida. Há outras ideias e frases ótimas.

    Estava tudo bem, até ler esse artigo sobre a Harley. Por que? Porque acabo de comprar minha primeira HD, uma Dyna Switchback 2014. 🙁 Tenho 62, 40 sobre motos. Venho das bigtrails. A mais recente, uma BMW GS. Tudo certo, ótima moto, fazia tudo o que eu precisava com ela no dia a dia. Mas faltava alguma coisa. A moto virou apenas um ótimo veículo. Ué, e isso não é bom? Não, falta alguma coisa. E sempre faltou nesses tantos anos de motocada. Faltou carisma; a realização de um sonho; faltou vivenciar o inexplicável; estar junto de gente muito apaixonada por motociclismo; faltou o ronco de um motor vintage; faltou alma; e outras coisas intangíveis mais.

    Ter uma HD é fazer amigos a cada parada. Sempre chega alguém querendo falar de sonho de infância… Sim, é verdade, Harley é muito mais famosa entre aqueles que nunca comprarão uma moto. Aliás, tudo o que você disse em seu artigo é fato e vero. Concordo que compramos uma lenda, uma marca, um estilo de vida; concordo com o besteirol da boutique e da soberba social de alguns; sou contra o elitismo de alguns HOGs; concordo que a HD se sustenta mais pelo marketing do que pela qualidade; que está defasada tecnologicamente; que o câmbio é de 1950, faz aquele “croque” violento ao se engatar a primeira marcha; etc. etc. etc. Mas acho que você poderia ter contemplado, no seu ótimo texto, o espírito, o zen, o misterioso prazer de se pilotar uma Harley; o “equilíbrio” entre o ying e o yang; a quantidade de mulheres que estão buscando a HD…

    Será que estou contaminado? Acho que sim, mas uma contaminação saudável e não cega. Gostei muito da ciclística e segurança da Switchback, do ABS de série, da tecnologia embarcada, pero non mucho, como nas alemãs. 330 quilos? Sim, é pesadona! Mas que diferença faz ter de segurar uma moto de 180Kg e uma de 300 caindo? Entrar no corredor? Sim, quando o trânsito pára. É cara? Sim, demais da conta. Mas a minha 2014 custa o mesmo que um Fiat Punto 2011. Prefiro minha prazerosa motoca. Um abraço e parabéns pelo bem escrito conteúdo do blog!

  10. magnani says:

    Oi Arthur, tudo bom? Como você deve ter percebido pelo que escrevo, eu também uso a moto para encontrar pessoas. Mas no meu caso sou mais afeito ao pessoal que roda no dia a dia pela cidade, que se esconde da chuva debaixo do viaduto, que come banana recheada enquanto espera a moto ficar pronta na oficina, que entrega remédio para quem está doente, que leva a comida para quem tem fome, que enfrenta inundações, que usa a moto para trabalhar, para namorar, para estudar, para refrescar a cuca, para ter um tempinho de contemplação, para curtir a vida na cidade, para ir à praia no final de semana, para se encontrar em um barzinho de noite. Eu sou do tipo que se sente mais à vontade em uma rodoviária do que em um aeroporto, em uma praia do que em um clube, no centro do que no shopping, em uma vicinal do que em uma highway, em um boteco do que em restaurante chique, em um jardim público do que em uma universidade. Em outras palavras, um caipira. Os meus textos acabam expressando essa caipirice, embora eu tente nunca atacar ninguém (nenhuma pessoa física, quero dizer). Agora, essa mesma caipirice que me faz sempre respeitar o gosto dos outros também me deixa puto da vida quando uma grande empresa tenta enganar os meus iguais (mentindo que as motos que elas vendem são modernas, econômicas, seguras, eficientes, práticas etc.). Espero que tenha ficado claro que estava falando da fábrica, não das pessoas que usam a HD. Tenho vários amigos que rodam de HD, no problema. Bem… quase nenhum, porque às vezes acho que eles são meio esquisitos; mas, quem quer amigos que não sejam meio esquisitos? Quem não é meio esquisito? Mas não vou negar que me sinto muito mais atraído por puxar conversa com um motoqueiro ou motoqueira em uma moto epicurista. Na verdade, acredito que o que importa mesmo é quando a moto nos leva para um lugar onde a gente se sente em casa, com gente como a gente. Não importa que esse lugar seja de um jeito para um e de outro jeito para outro. Importa é que ela nos leve até lá. Parabéns pela sua Harley, aproveite seus amigos e volte sempre para bater um papo. Abraço.

  11. Pedro says:

    Parabéns, ótimo texto! ganhou mais um leitor. Sou estudante de engenharia e venho cada vez mais gostando de motos. Espero encontrar aqui aquilo que procurei por muito tempo na internet e n encontrei: alguém q sabe sobre o que fala, principalmente nos aspectos técnicos. Tem muita gente por aí que só fala banana. Abraço!

  12. magnani says:

    Oi Pedro, tudo bom? Espero que tenha gostado. Não que aqui falemos algo melhor do que bananas, mas pelo menos falamos diferente: melancias. 8)

  13. Evandro says:

    Cara, muito legal o seu site, parabéns! Achei por acaso ao digitar no google a seguinte pergunta: “harley 883 vibra muito?”. Como todos que vem parar aqui sou um apaixonado por motos e desde criancinha alimento essa paixão pelas HD’s dos filmes. Hoje como motoqueiro queria encontrar um texto assim, HARLEY A MELHOR DE TODAS EM TUDO! , até porque nesse exato momento estou numa dúvida cruel, uma HD 883 ou uma Triumph Thruxton e cara não tá nada fácil fazer essa escolha. Não sei o que você acha da Triumph, mas em todas as pesquisas que faço ela é melhor em tudo comparada com a HD. E agora? Realizo um sonho de infância, estilo Easy Rider ou trago mais prazer ainda nesses momentos singulares ao pilotar uma moto ?
    Abraço.

  14. magnani says:

    Oi Evandro, tudo bom? Se você tem certeza que a HD é o seu sonho, e não o fruto de uma maciça propaganda, compre a HD. O caminho certo sempre se revela nos sonhos. A HD para mim está para mais é para um pesadelo consumista, mas isso não significa que deva ser assim para todos. Seja feliz com a escolha. Abraço. 8)

  15. Thiago says:

    Pessoal,
    Parece contraditório, mas o texto do Magnani e o comentário do Arthur Costa se completam. Ambos são verdadeiros e coerentes.
    Tenho uma Fat Boy Special 2014. Retirei em novembro passado e já usei duas vezes a garantia. Rsrsrsrs. É uma relação de amor e ódio.
    Fui muito bem atendido na concessionária, até agora. É um mundo bizarro mesmo. Frequentar a concessionária como se fosse seu boteco favorito é surreal. Mas é aconchegante. A música, a decoração, as camisas xadrez e as motos mais lindas que podemos encontrar. Outra contradição é venderem uma imagem de rebeldia, mas só os “riquinhos” da sociedade, com toda a sua vida arrumadinha é que adquirem a moto e frequentam a loja. Mas é uma forma simples e um pouco controlada dos “certinhos” saírem um pouco do seu quadrado. E não estou dizendo que é ruim ser certinho não, ok?
    Eu comprei a HD muito conciente de tudo o que disse o Magnani. Li bastante a respeito. Sou desprovido de inteligência? Depende da perspectiva.
    Mas se vou comprar um carro, procuro a Honda, que possui os carros mais racionais do mundo. Emoção 0. É o que eu espero de um carro. Um meio de transporte seguro, confiável e de baixa manutenção.
    Já da motoca eu quero extrair experiências. A identificação que tenho com a marca é a sua história. A Harley esteve presente em diversos movimentos de contra-cultura. Os soldados que voltavam da segunda guerra pleitiando mudanças na sociedade, os construtores de bobbers e choppers, os hippies, Easy Rider e etc. E como disse o Arthur, quando você gosta de moto e motor vintage só há uma marca, Harley Davidson.
    No aspecto imagem Maganani tem razão. As antigas Harley são muito mais atraentes porque são verdadeiramente vintage. Mas comprar uma Harley antiga no Brasil é quase impossível. Sem contar que eram hardtail, ou seja, muito desconfortáveis e de pouca confiabilidade para trechos mais longos.
    Vou seguir um pouco da linha da contra-cultura. Não vou gastar um real com peças “customizadas” (se vem da fábrica não é customizada, certo?). Assim como os carros antigos, gosto da originalidade. Não vou fazer jaqueta e pregar todos aqueles pins, patch e coisas que dizem como sou fiel à marca. Não vou decorar minha casa com coisas da Harley. O importante não é a coisa ou a marca, e sim a experiência que ela pode me proporcionar. Conhecer gente diferente é legal e o lema é rodar, rodar e rodar. Hobby, lazer, amizade e diversão são as coisas que realmente importam.
    Abraços a todos.

  16. magnani says:

    Oi Thiago, tudo bom? Concordo plenamente com o que você disse. Desde que o cara saiba o que está comprando, a escolha é dele. O problema é quando é enganado pela propaganda. Eu, por exemplo, adoro motos ‘naked’, que são uma imbecilidade do ponto de vista técnico, já que você aumenta o arrasto aerodinâmico ao tirar a carenagem. Mas eu gosto do design das ‘naked’, então compraria mesmo assim (quer dizer, compraria se elas fossem fáceis de revender, o que não são). Abraço e volte sempre.

  17. Anderson Strake says:

    Muito bom este blog, artigos bons e agradáveis de ler.
    Hoje com 50 anos, depois de 15 andando de moto, tive umas quatro, todas modernas, racionalmente compradas para andar no trânsito de São Paulo.
    Porém desde muito novo eu gostava de moto, lembro de quando eu tinha uns 10 anos eu já curtia Harley Davidson, não sei nesta época, década de 70 o marketing em cima desta marca já me influenciava.
    Sempre quis ter uma, e ontem comprei uma HD.
    Não gosto muito desta coisa de ser fã de uma marca, de paixão por marcas ou estilo. Até porque este comportamento deixa o indivíduo sem estilo e acaba sendo uma cópia, turma ou tribo ..sei lá.
    Acredito também que a HD trabalha muito bem seu marketing hoje, assim como as outras marcas, pois isso é uma necessidade e obrigação. Mas acredito também que a HD faça isso de uma maneira honesta e ética. Pois pesquisando um pouco, sabemos que a moto não é boa em estabilidade, agilidade outras coisas e nenhum vendedor de HD, por mais vendedor que seja vai mudar isso.
    Então ter uma Harley ou outra marca de moto custom acaba sendo como algo estigmatizado do cara rebelde e esquisito.
    Mas se observarmos o presente, quem são os bad boys de hoje? Quem são as tribos?
    Hoje moro no interior de SP, em Itu. Saio da minha casa, ando alguns metros e já estou na rodovia Castelo Branco, mais alguns metros, rodovia do açúcar, alguns quilômetros na rodovia dos Bandeirantes e Anhanguera. Rodovias boa de andar, asfalto bom.
    O que mais vejo, são centenas de motos nos finais de semana, esportivas, super esportivas e custom(s).
    O que vejo também, são motos andando a 200km/h ou muito mais. (sobram vídeos no youtube). Infelizmente vejo também muitos acidentes. Pessoas morrem, inocentes morrem. Então o cara compra uma super moto, ultra moderna , se veste como se fosse um super herói. Pára no restaurante da estrada e sai desfilando com se fosse um galã dos velozes e furiosos. Este cara não esta influenciado pelo Marketing?
    90 % das motos esportivas roubadas, são usadas para ostentação dos bandidos em suas comunidades. Eles aprenderam e acham bonito ser assim.
    Aqui em SP o problema é gigante, de grupos de motoqueiros, grupos imensos e bem organizados, que andam totalmente fora lei, matando e se achando acima de qualquer lei. Daqui a cem anos talvez isso seja um estilo a ser vendido…mas de mentirinha só pra curtição.

  18. magnani says:

    Oi Anderson, tudo bom? Espero que esteja gostando bastante da sua Harley. Um abraço.

  19. joao viu says:

    ostentação e não curtiçao.

  20. Pedro says:

    Olá,
    descobri o site por um acaso e estou gostando muito dos textos.
    Parabéns!

    ainda vou ler os outros, mas parei longamente nesse porque me intriga também o fascínio pela Harley.
    Particularmente eu gosto muito da 883, que talvez se aproxime um pouco das Nakeds que você disse gostar.
    Acho uma moto cara pelo que oferece, com certeza, mas é bem estilosa.

    Mas tem outro aspecto que me atrai a esse tipo de moto.
    Atualmente tenho uma esportiva de entrada, uma Ninja 250r, e gosto muito da moto.
    Porém, penso com frequência em trocar para pegar uma moto que me estimule a andar “mais de boa”.
    Quase toda vez que estou na Ninjinha me pego andando a 100km/h ou mais, porque o motor dela pede mais velocidade e só se sente confortável quando está com giros altos.
    É algo do modelo mesmo e do estilo da moto, esportiva.
    Em contraste, me parece que motos como a 883 (e outras de outras marcas) não estimulam a correr tanto, o que na minha opinião leva a uma pilotagem mais segura (já li seu texto sobre esse tema).
    Agora tem uma outra questão que concordo com você e que me incomoda um pouco nas Harleys.
    Costumo dizer que Harley é moto de “tiozão com dinheiro”, porque apesar de vender uma imagem de juventude e liberdade, quase ninguém que tem 20 e poucos anos e poucas amarras na vida consegue comprar uma.

    E acho esse culto à marca bem chato mesmo.
    Conheço gente que tem Harley e quando tento conversar sobre motos com eles não sai assunto.
    Eles não gostam de moto, eles gostam de Harley.
    É uma postura de afirmação de sei lá o quê, mas que passa por um elitismo com certeza.
    Igual essa coisa desses HOGs.
    Enfim, penso isso, mas tenho vontade
    de ter uma 883 algum dia, assim como tenho vontade de ter outras motos.
    Parabéns pelo texto novamente.

    Abraços.

  21. magnani says:

    Olá Pedro, tudo bom? Obrigado pelo comentário. Abraço.

  22. Anderson Strake says:

    Olá, deixei meu texto aqui…16/05/15…Tinha acabado de comprar uma HD 1200 custom…mas ainda não estava com ela..peguei a moto depois de uma semana…
    De lá pra cá já andei 5000km….
    Primeiro quero falar da moto e segundo sobre elitismo/tribo.
    A moto é uma delícia, fiquei surpreso como depois de pouco tempo, a sensação de segurança e conforto aumentam . Não dá vontade de sair de cima..um dia sai pra dar uma voltinha e rodei 500km ! Quanto a tecnologia e mecânica…tecnologia tem…mecanica..motor.. não roda tao redondinha quanto um motor de uma esportiva 4 cil.compacto. MAS…o prazer do torque e perceber o motorzao que vc tem dá um certo prazer diferente sendo que vc consegue tudo com 3.500 RPM….sendo que na minha antiga XJ e Bandit 1250 tudo acontecia depois de 6.500-7000 RPM.
    Quanto aos estilo..sempre gostei do tipo da moto…parece que vc é visto com mais simpatia…pois ninguém vai te ver barbarizando a 300km/h. Outra coisa…todo mundo quer andar…que dar uma voltinha nem que for de garupa..
    Quanto a turma/tribo/HOG… HD e concessionárias forçam um pouco…mas aqui onde comprei em Sorocaba/SP…fui super bem atendido…me convidaram para alguns eventos e achei bacana…pois não tinha só donos de HD, como tinham de todas outras as marcas. Um ambiente normal onde existe HD Ultra limeted ao lado de uma Bis..e seus donos conversavam alegremente….
    Então esse negócio de grupos/clubes e tal existem, mas acredito que seja de uma forma até um pouco misturada…. Quando eu tive uma honda 125, eu participava de todos os grupos do ORKUT e alguns passeios, depois com a Bandit e a XJ foi a mesma coisa, grupos e grupos no facebook… uma turma gigante fâs da intruders 125 suzuki, da qual fui um feliz proprietário e ainda quero ter outra na garagem….
    E é claro que tem os grupos mais fechados…mas isto, ocorre com todos os estilos de moto….
    Então não importa a sua moto…se vc tem um monte amigos…uns vão achar bacana, outros não..mas a amizade continua…

  23. magnani says:

    Oi Anderson, obrigado pela participação. Abraço e boa sorte com a moto.

  24. Ronaldo Dias says:

    Eu fiquei na dúvida entre a GS Sertão e a Iron, pois sempre tive XL, gosto de andar em trilhas, ainda tenho uma XLX 250R, que desde 2007 já me levou mais de 10.000 reais de manutenção, pretendo colocar placa preta nela, não vendo, nem troco…então, optei pela GS 650 Sertão, pois parecia com a XL, e, desde 2013 andei menos de 4.000 km. Não serviu meus propósitos, pois sou baixo e não consigo apoiar os dois pés como deveria, e numa estrada de terra tive que parar e cadê o chão, deitei ela com muito cuidado e quase arrebentei a coluna para não deixá-la tombar de vez, nunca mais coloquei ela na terra, uso só em asfalto, algumas viagens de SP a Sorocaba ou Sul de Minas, estou vendendo e minha idéia é a HD Iron, só que me falaram da suspensão, dura, eu acostumado a entrar em curvas com superfície irregular que é absorvida pela suspensão da minha XL, corro o risco de beijar o chão com uma HD? É tão diferente assim fazer uma curva com uma HD? Me falaram que pode-se substituir os amortecedores traseiros por outro que a deixaria mais macia. Sentei numa iron, a posição dos pés é bem melhor, fácil de tirar do descanso, pois o centro de gravidade é mais baixo, nem parece pesar cem quilos a mais que a GS, que exije muita força para ser colocada na vertical. Eu quero uma HD à tempos , acho que chegou a hora, e pretendo começar pela Iron, e ter muitas depois dela…

  25. magnani says:

    Oi Ronaldo Dias, boa sorte com a sua HD. Abraço.

  26. Samuel says:

    Parabéns pelo blog!!! Estou comprando uma HD 883 e foi bom ler estes comentários generalizados. Acredito que tenham razões plausíveis quanto a idolatria pela marca mas também paixão ao ouvir o ronco poderoso que particularmente me faz muito feliz. Fico muito preocupado de me arrenpender pois tenho uma tenere 2015/ 16 zerada e vou me desfazer para comprar a HD me impossibilitando de fazer aquele passeio sem medo de pegar estrada de terra.

  27. magnani says:

    Oi Samuel, felicidades com a sua nova moto. Abraço.

  28. Jules says:

    Ótimo texto,a HD é cercada de lenda promovida por um pesado marketing hollywoodiano e National Geographic,quando você para pra observar apenas oque seria o produto principal,no caso a moto(pois nas lojas HD você encontra de cuecas a livros de culinária HD)se nota o quanto ela em seu segmento custom,pra ter uma qualidade razoável teria que melhorar muito,mas infelizmente 80% de quem compra hoje acredita estar levando o supra sumo das motos,a Ferrari do mundo motociclístico.

    Uma breve historia,eu até entendo a devoção encima da Ferrari,pois o finado Enzo começou criando sozinho no quintal de casa esportivos artesanais para competir nas pistas contra gigantes do automobilismo mundial como Mercedes-Benz,Maserati,Porsche,Alfa Romeu,Aston Martin.Era um homem e sua pequena equipe versus as grandes montadoras milionárias na época,em pouco tempo os carros do tal Enzo passaram a ser os carros a serem batidos nas competições,depois ele homologou os carros para andar na rua e até hoje é assim,seus carros de rua e pista se confundem por serem sempre de alta performance e conforto,isso torna a Ferrari uma lenda,cara,mas ainda assim uma lenda.
    Agora ter devoção em uma marca que está abaixo do razoável em qualidade apenas pelo pesado marketing eu não vejo o menor sentido,um abraço a todos e parabéns pelo ótimo texto.

  29. magnani says:

    Obrigado pelos comentários, Jules. Volte sempre.

  30. Carlos says:

    Caro amigo,

    As informações que você trás são relevantes e úteis, porém algumas das suas conclusões são equivocadas.

    William Harley foi um GÊNIO da mecânica. A tecnologia de motores e vários outros componentes destinados a motocicletas foi desenvolvido por esse homem. William Harley estava sempre na vanguarda no desenvolvimento de tecnologia de motocicletas, principalmente dos motores. Os fabricantes na época corriam atrás de suas criações.

    A industria japonesa de motos só nasceu REALMENTE em 1935 quando a Sankyo Company adquiriu projetos, know-how de fabricação e maquinário da Harley-Davidson. Até então as motos japonesas eram as piores existentes na época.

    Com relação ao modelo de negócios adotado pelos fabricantes faz parte do jogo do capitalismo. As empresas mapeiam tendências, hábitos e preferências dos seus clientes e tentam fidelizas suas marcas, enfim, faz parte do jogo.

    Com relação a você afirmar que as motocicletas Harley-Davidson não têm qualidade, com todo respeito, mas isso é uma tremenda FALÁCIA amigo. Eu tenho uma HD Fat Boy 2008, sou o único dono. Minha “princesa” está com 167.000 quilômetros rodados, e muito bem rodados. A manutenção que fiz até o presente momento na minha moto se restringiu a troca de 2 pneus dianteiros e 3 traseiros, a correia de transmissão, velas e o rolamento da roda traseira recentemente, óleo e filtros substituídos rigorosamente conforme recomenda o fabricante. A saúde e batida do motor continua exatamente como quando tirei da loja, PERFEITA. O meu cunhado não gostava das Harley-Davidson, andava na minha e achava a moto dura, resolveu depois de muito pesquisar comprar um Honda Shadow 750 zero quilômetro em 2010. Ele é mais cuidadoso do que eu, porém a referida Shadow precisou trocar os rolamentos dianteiro e traseiro com 40 mil quilômetros (R$800), substituir algumas engrenagens do cardã com 50 mil quilômetros (R$1700), e finalmente a “cereja” do bolo”, no começo do presente ano com apenas 85 mil quilômetros rodados o motor da moto abriu o bico, mas nada que R$4800 reais não resolveram a questão.

    Existe um conceito que afirma que a qualidade está relacionada a percepção do consumidor e das expectativas desse em relação ao produto adquirido. Partindo da premissa que isso é fato, talvez o que seja qualidade para mim não seja para você.

    Um abraço, feliz natal e próspero ano novo.

    Carlos

    PS: Meu cunhado se livrou da Shadow e comprou uma HD Heritage Classic 2015 usada nessa semana. Pergunte se ele achou gratificante a “experiência” de ter sido proprietário de uma moto japonesa.

  31. magnani says:

    Obrigado pela opinião, Carlos (kahoku konane). Um abraço e boas festas!

  32. Eduardo says:

    Eu sou o feliz proprietário de uma Ultra Limited 2016 e simplesmente amo a moto!

    A resistência e qualidade da construção, são, na minha opinião pontos fortíssimos.

    Não dá pra comparar Honda com HD, são conceitos e propostas bem diferentes.

    Pq os amantes da Porsche adoravam o motor boxer refrigerado a ar?

    A Porsche foi a última montadora de primeira linha do mundo a abadona-los, mas isto não era um problema para os seus fiéis clientes, ao contrário.

    Existe uma história, uma sensação diferente, um sentimento maior que envolve carros e motos icônicas que não se resumem sempre em ter a última tecnologia disponível.

    Sabe qual é o % de empresas do mundo que chegam quase 115 anos de história ininterrupta?

    Sem entender e apreciar o passado, somos simplesmente massa de manobra, prontos para sermos descartados pela próxima nova e melhor tecnologia.

    Subo na minha Ultra, conecto o meu celular ao infotainment e curto muito músicas de uma época que eu nem era nascido.

    Apreciar e entender o passado, para valorizar o presente.

  33. Romulo says:

    Ola colegas, adoro conversas e polemicas respeitosas!! Iniciei com honda PCX… Dor nas costas, vivia olhando para baixo para fugir dos buracos, nao me adaptei. Depois de muita pesquisa fui para a Honda Bros ( Honda é honda, a velha frase…) Quando fui visitar a loja da HD foi brabo, amor a primeira vista, mesmo sabendo que a bros tem menos peso e melhor amortecedor fui para 883 iron. Menos dura que PCX, abre o transito o ronco do motor (isso que uso escapamento original), ganhei dezenas de amigos e os temores que tanto falam nao se concretizaram: nao treme tanto, passo o corredor, acostumei com o peso (240kg acho) , nao piloto de maneira suicida… Comprar harley é atitude do coração, nao da razao, senao vai de bros. Quanto a ser defasada em tecnologia, isso é um fato mas nao um problema, meu celular é velho e defasado, meu PC tambem, há na sociedade uma psicose de achar que o mais moderno e sempre melhor. Mas o principal: eu me sinto muito bem nela, um tesao, alem de ser esteticamente lindona e sem plastico. Mais um detalhe: nas minhas pesquisas percebi que quem mais fala mal da HD é quem não tem, quem tem gosta muito no geral… Depois que eu ficar velho com hernia de disco vou para trail/BMW ( coisa mais feia, parece o transformer mesmo) kkk

  34. Laudo Silva Costa Junior says:

    Olá Magnani. Conheci o blog agora e estou estarrecido. Parabéns. Mas preciso deixar meu comentário. Estou sobre uma moto desde os 14 anos (hoje 46), comecei com uma CG 125 de 4 marchas e hoje estou em uma Fatboy 97 evolution. Meu único arrependimento mordaz nessa história foi ter vendido minha Gertrudes: uma lambretta 66 que me permitiu concluir minha faculdade quando comecei a dar plantões no sexto ano de medicina e precisava uma mobilidade melhor. O remorso por tê-la vendido após me formar rói os ossos e a alma. Isto posto, digo que passei pelas trails (nx 150, sahara), super-trails (xt-600, DL-1000), naked (cb 450, bandit 1250), esportivas (bandit 650-S) e agora estou com uma GS-500 suzuki que devo vender, e a minha Eva (a fatboy). Todas têm ou tiveram seus nomes. Mas ocorreu algo estranho quando comprei a Eva: decidi que nunca mais vou trocar de moto. Me casei com esta. É a primeira moto cuja pilotagem não me deixa vontade de ter fones-de-ouvido, ou uma música ambiente. O ronco é a única coisa que quero ouvir quando estou pilotando. E sobre ser pesada, é meu único meio de transporte para todos os dias na cidade indo a 2 ou 3 clínicas diferentes, centros-cirúrgicos, etc. Uma vez ao mês atendo e opero em outra cidade a 240 Km. Mas na verdade perco dinheiro com isso. Minha razão para fazê-lo é o contato com os residentes que oriento, as cirurgias SUS que faço, eventualmente ensaiar com minha ex-banda-de-rock, mas principalmente: viajar com a Eva. Nada se compara à sensação da vibração do motor Evolution carburado sobre o asfalto. O seca-suvaco, o escapamento aberto, o banco solo, um enorme sissy com encosto, as plataformas. Até o freio, que me lembra os dos jipes Willys – a sensação é muito parecida. E a moto freia muito mal, uso 100% do freio-motor o tempo todo. Mas, depois de décadas de experiência, não quero outra coisa. Quero sentir o “clunck” quando troco as marchas. Até compus algumas músicas pra Eva. A sensação é visceral.
    Esses dias quebrou o bendix. Foi por pouco, mas quase comprei um kickstart. Achei abusivo o preço pedido, e me contentei em comprar um novo bendix e manter a partida elétrica.
    Sobre a fábrica, também não me agrada o marketing consumista deles. Não dão a mínima pra minha moto velha. Não se dispõe a conseguir peças ou manutenção. Acabo fazendo quase tudo eu mesmo, com ajuda do meu mecânico que me empresta a expertise e o ferramental mais pesado. Peguei ela com 116.000 Km há 11 meses, e já estou nos 136mil. Quando chegar aos 200.000Km vou dar uma festa. Te convido com certeza. Forte abraço, e continue na sua trilha das motos modernas. Acho que um dia o vírus pode te pegar, e vamos rodar juntos numas velhas senhoras carburadas. Essas mesmo, antes de 81, e que despertam seu interesse.
    Meus parabéns, pelo blog, está nos meus favoritos.

  35. magnani says:

    Oi Laudo, tudo bom? Muito obrigado pela sua opinião. Fico feliz que esteja feliz. Quem sabe um dia. hahaha. Abração.

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