Coisas que não entendi no Chile
Claro que eu esperava ver coisas diferentes no Chile, como a comida, a língua e o relevo. Mas alguns costumes que tomava como universais são diferentes por lá. Não entendi a razão de alguns desses costumes até hoje.
Em Valparaíso fui até uma livraria de esquina, parecida com uma de nossas bancas. Ao escolher o livro, perguntei ao vendedor quanto custava. Ele prontamente disse o preço. Peguei os CH$ 15.000 (!) no bolso e entreguei para ele. O cara se negou a pegar o dinheiro. Ao invés disso, escreveu o preço em um boleto e me entregou. Quando fui tentar dar o dinheiro novamente, ele apontou o caixa. Chegando lá, estava vazio. Fiquei esperando até que o mesmo vendedor desse a volta e entrasse no caixa. Tentei de novo dar o dinheiro, mas daí ele apontou para o papel que tinha me dado. Assim que viu o boleto, tomou bruscamente da minha mão de forma a ler o valor. Só então recebeu o dinheiro do livro.
Ainda em relação ao comércio, aparentemente não há nenhum padrão de horários e preços. Cada loja abre e fecha várias vezes durante o dia, em horários aleatórios. Mesmo se você perguntar para o dono da loja, ele vai responder que “amanhã abriremos às 09:00, ou às 10:00″. Os preços variam muito entre uma loja e outra. Um mesmo produto pode custar 3 vezes mais na loja ao lado.
Nos hotéis quase sempre há uma banheira. Essas banheiras têm uns cabos misteriosos, com nenhuma função aparente.
Outro grande mistério é onde fica o interruptor da luz do banheiro. Em cada hotel fica em um lugar diferente. No quarto, no corredor, ao lado da banheira. Mas nunca – repito, nunca – ao lado da porta na entrada do banheiro.
94% dos bares e restaurantes não vendem bebidas alcoólicas, mesmo as fracas como cerveja. Sempre que mudava de cidade era um trabalhão descobrir onde comprar. Isso, aliado ao fato de não saber o horário em que as coisas fechariam, tornavam o final do dia assustador.
Os vira-latas são todos grandes, bonitos, fortes e tosados. No começo imaginei que tinham dono, mas que passavam o dia soltos na rua. Mas todos a quem perguntei diziam que eram simplesmente cachorros de rua, crescidos daquele jeito sozinhos mesmo.
Só havia uma coisa previsível e certa no Chile. Todas as tomadas têm 3 pinos em linha. Em outras palavras, não consegui usar absolutamente nenhuma delas.
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Claro que isso é uma brincadeira. Essas diferenças de costumes foram muito gostosas de viver. O Brasil talvez seja bem esquisito para quem vem de fora.

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Após ler o texto vejo que ficaria perdido fora do Brasil…rsrsrs. Muitas diferenças entre Brasil e Chile…enquanto aqui galinha gorda é a do vizinho, no Chile cachorro gordo não têm dono…rsrsrs.
Abraço!!!
AÍ FÁBIO!!!
Seja benvindo de volta à terrinha!!!
Uns detalhes: Nas tomadas com 3 pinos, o do meio na maioria das vezes não serve para nada, e os das pontas cabe certinho com o nosso padrão. E, o problema do papelzinho escrito, é como se fosse o comp´rovante de pagemanto. Para pequenas despesas, substitui a nota fiscal.
Viva as diferenças! Se assim não fosse, qual seria a graça?! Abrçs.
Salve salve…
Parabéns pela repaginada do blog… ficou legal com as fotinhas lá em cima.
Como disse o Djanilson, viva as diferenças!!!
Bem… se o seu carregador de pilhas e celular for de chapinha… então F####.
Como já disse o Djanilsom, que “viva as diferenças”.
Agora, com certeza “O Brasil talvez seja bem esquisito para quem vem de fora.”, principalmente na lingua castelhana “esquizito” é algo surpreendente bom.
Fora a brincadeira, parabéns pela viage, pelo blog, por vocês.
Em Brasília, ficamos a disposção.
Obrigado, Jesus Jr. Quando formos para a Chapada dos Veadeiros entramos em contato. Abraço!