Nós moramos perto da saída de Recife. Qualquer saída. BR-101 para ir ao norte ou ao sul, BR-232 para ir ao oeste e a BR-408 rumo ao noroeste. Morar assim perto da estrada pode ser um pouco ruim para ir à praia ou ao centro, mas é bem prático para sair de moto. Prático para sair em grandes viagens, porque não é preciso enfrentar o trânsito com os alforges montados. Prático também para dar só um pulinho em algum restaurante, tomar um café e voltar para casa. Sobre esse negócio de tomar café, para quase todo lado que sairmos tem alguma coisa legal.
Ao norte tem o Delícias da Roça. Fica em Igarassu, a uns 35 km aqui de casa. Eles vendem sanduíche, bolo, bolacha, salgadinho, café e suco. No noroeste fica a Acerolândia, em Paudalho. É especializada em sorvete de acerola e goiaba. Também tem alguns salgadinhos. O lugar está sempre cheio de carros e ônibus. Para o oeste fica a Cabana de Taipa, a uns 40 km de casa, quase chegando em Vitória.
Neste ano não fomos ao carnaval, por várias razões: não gostamos muito de festa, já não é uma novidade cultural, não precisamos sair de casa para procriar, podemos fazer o que der vontade o ano inteiro e não nos sentimos obrigados pela TV a parecermos alegres o tempo todo. Além disso, no meu caso, os frevos não trazem nenhum tipo de nostalgia, já que cresci em São Paulo só com as marchinhas de carnaval. Agora, se você gosta de festa, não tem parceiro, não pode fazer o que quiser durante o resto do ano ou não conhece o carnaval de Recife, então vá. Parece uma grande feira. Alguns só caminham, outros dançam a noite toda. As bandas aparecem em qualquer esquina, com ritmos diferentes. Tem crianças, jovens, adultos e velhos. É coisa para todo mundo.

Mas voltando à vaca fria, nós não fomos ao carnaval. Passamos alguns dias na fazenda com as crianças. Mas demos um jeitinho para sair de moto, nem que tenha sido só para um café. Desta vez fomos à Cabana de Taipa. Conhecemos desde 2007, quando era só uma barraquinha ao lado da BR-232. Hoje em dia já é um restaurante, todo enfeitado com decoração regional. A especialidade continua sendo a tapioca, mas eles também têm bolo, cartola, chocolate quente e suco. Sem contar o café, que é de verdade, de coador. Coisa difícil nos dias de hoje, em que vivemos a ditadura do café expresso.
Achei duas coisas legais por lá. O suco de abacaxi, melão e côco é muito louco. Você sente cada um dos sabores de forma bem distinta, mas em tempos diferentes. Cada gosto aparece e depois desaparece para dar lugar ao companheiro. A tapioca de queijo é incomum. Eles colocam um pouco de queijo por fora, deixando um visual bem diferente do tradicional.
A nossa XT continua peladona, preparada para a venda. Acho que foi uma das únicas vezes que andamos sem bauleto. Sem a bolha o vento bate forte no peito. Cansa um pouco, mas se eu não quisesse esse tipo de sensação teria ido de carro. Pegamos um pouco de chuva na ida. Sem problemas, é só guardar a máquina fotográfica em um saco plástico. Depois que pára de chover, o vento cuida de secar as nossas roupas.
Ainda não conseguimos encontrar um lugar bom para tomar café ao sul. Também não temos problemas com isso: mais um motivo para sair de moto.


Sobre o frevo, temos vários tipos, já que para fazer o passo, como dizemos aqui, é preciso um certo treino e folego. Aconselho os cd carnaval divinal, só frevo de blocos e parecidos com suas marchinhas. E no domingo anterior ao carnaval, temos , na rua da aurora as margens da nascente do Oceano Atlantico, o encontro dos blocos Líricos, muito legal para todas as idades, e só tocam musicas frevo de bloco. Pensei que você era o motoqueiro fantasma que vi no Galo. hehehe
Olá Marcelo. Obrigado pelas dicas. O que eu mais gosto no carnaval de Recife é mesmo o Maracatu. Aquele que só tem os tambores, sem o pessoal fantasiado. Não tenho certeza, mas acho que é tipo “nação”. Agora, sobre os frevos de bloco, não sei se resolvem muito o meu problema, pois eu não conheço as letras. Ou será que tem algum frevo que fala sobre o meu coração corintiano? hehehe. Na hora do galo o “motoqueiro fantasma” aqui estava indo para Limoeiro, levando as crianças para ver os bichos da fazenda, para tomar banho de chuva e brincar na lama. Abração.
Gostei do texto e concordo…não me sinto obrigada a ser feliz em datas programadas. A tapioca deu água na boca.
eu ia comentar que um pouco mais ao norte tem o mangai, infelizmente o preço não eh agradável, mas lembrei que vc já conhece, rs – com relação ao carnaval gostei do comentário de uma repórter local, fácil de encontar no youtube. rachel tambaú carnaval polêmica encontra o vídeo.
Oi Víviann. Eu ainda não tinha comido uma tapioca como aquela, com queijo por fora. Muito boa. Abraço.
Oi Emano. O Mangai é bem legal (fica 120 km ao norte daqui). O Rei das Coxinhas também é muito bom (80 km a oeste daqui). Só falta encontrar alguma coisa ao sul…
Eu procurei o vídeo. Gostei da coragem da jornalista.
Abraço.
Eita eita…
Curtindo a estrada com a XTzona “pelada”.
E nós só “coxinhando”.
Abração!!!
Oi Denny. Aqui a gente também só está coxinhando. Esse lugar aí fica só 40 km de casa…
… quem me viu e quem me vê, hein?
Mas é por uma boa causa, o Dandito.
Abraço.
se for analisar, cada vez que vc encontra um lugar perfeito apos um tempo ele vai ser ”imperfeito” pois o caminho até ele vai estar decorado e por mais simples que seja ir tomar um cafezinho o mais gostoso e a aventura.
Fabiiiio, fuçando no falcononline encontrei o anuncio da sua moto, sou sincero que me deu vontade de comprar hahaha. Grade abraço amigo. até mais.
Oi Pedro. O anúncio também está no Mercado Livre: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-175029905-xt660r-2006-49500-km-_JM
Se souber de alguém interessado, por favor avise.
Abraço.