Estudos da Motocicleta [disciplina da pós-graduação: 2012.2]

ATENÇÃO: O nome oficial da disciplina é “PEM1012 – Tópicos Especiais em Ciências Térmicas II”. A matrícula será entre os dias 06 e 10.08.2012. A previsão é que as aulas comecem em 20.08. Qualquer dúvida, basta entrar em contato. Para maiores informações sobre o calendário de matrícula ou sobre a grade de disciplinas, é só dar uma olhada no site do PPGEM-UFPE (ou ligar para 2126.8704).

No próximo semestre vamos oferecer a disciplina “Estudos da Motocicleta” na pós-graduação (PPGEM-UFPE). Por ser uma disciplina integradora, ela é voltada tanto para os engenheiros que querem uma visão mais ampla do papel das motos na sociedade, quanto para os pesquisadores das ciências sociais ou das ciências da saúde que procuram compreender a tecnologia dessas máquinas. Afinal, as motos vivem metidas nos acidentes e nas brigas de trânsito, geram R$ 12 bilhões por ano para as fábricas japonesas instaladas no Brasil e são uma das únicas fontes de lazer para os jovens das classes mais baixas. Por isso é claro que as motos interessam a todas as áreas do conhecimento.

Sou suspeito para falar, mas acho que é uma disciplina legal até para quem não tem nada a ver com motos. Isso porque não é muito comum termos cursos que misturem tecnologia, cultura, mercado, trânsito, saúde e indústria. Essa é a segunda vez que vai ser ministrada. A primeira foi em 2011, com várias atividades abertas: Seminário da História da Moto, Seminário de Motos Elétricas, Seminário de Motos Chinesas e a exposição do filme Easy Rider.

O que veremos. O curso tem 45 horas, divididas em dois módulos: tecnologia e uso. No primeiro módulo vamos olhar apenas a máquina, como um objeto. Já no segundo módulo veremos todas as consequências do uso das motos: cultura, mercado, indústria, acidentes e história. As aulas ocorrerão nas segundas pela manhã.

[ Tecnologia da Moto (21h) ]

01 – Introdução
02 – Sistemas da Motocicleta
03 – Propulsão da Motocicleta
04 – A Ciência da Propulsão
05 – Simulação Computacional da Propulsão I
06 – Simulação Computacional da Propulsão II
07 – Defesa do Trabalho I

[ Uso da Moto (24h) ]

08 – História da Bicicleta
09 – História da Motocicleta
10 – Mercado e Indústria
11 – A Moto no Trânsito
12 – Movimentos Culturais
13 – Acidentes de Moto
14 – Filme
15 – Defesa do Trabalho II

De onde vem tudo isso? Essa disciplina faz parte da linha acadêmica Estudos em Duas Rodas, que inclui: disciplinas de graduação (Engenharia da Motocicleta e Estudos da Bicicleta),  temas de TCC (Projeto de Motos, Medição de Poluentes e Perícia de Acidentes Envolvendo Veículos de Duas Rodas), disciplina de pós-graduação (esta própria “Estudos da Motocicleta”), orientação de iniciação científica (propulsão, acidentes e poluição), oferta de temas para mestrado e doutorado, divulgação científica (Revistas e Jornais Acadêmicos) e atividades de extensão.

Quem pode assistir? Os estudantes do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica (PPGEM) da UFPE podem simplesmente esperar a matrícula do segundo semestre, no início de agosto. Os estudantes de outros programas de pós-graduação também podem cursar, mas têm que falar com os seus coordenadores antes. Quem não estiver fazendo pós, mas já for graduado, pode assistir as aulas mesmo assim. Para isso basta fazer a matrícula como disciplina isolada. Mas é bom ficar de olho nas datas, pelo site do PPGEM.

Dêem uma mão aqui! Como todas as outras vezes, espero que vocês continuem ajudando na divulgação. Avisem para todo mundo, pois nunca se sabe quem pode estar interessado em entender um pouco melhor as motos. Só como alguns exemplos, eu poderia pensar em: engenheiros mecânicos (ciclística e propulsão), engenheiros de trânsito (tráfego), engenheiros civis (estradas), engenheiros eletricistas (eletrônica da moto e motos elétricas), engenheiros químicos (combustíveis), médicos (acidentes), enfermeiros (tratamento), fisioterapeutas (recuperação), psicólogos (brigas no trânsito), sociólogos (trabalho dos motoboys), antropólogos (subculturas urbanas), cientistas da computação (logística de entrega de produtos), assistentes sociais (assistência às famílias dos acidentados), economistas (monopólio das fábricas japonesas), hoteleiros (viagens de moto), dentistas (reconstituição dentária de acidentados), engenheiros ambientais (poluição), historiadores (história da tecnologia), jornalistas (como os motoqueiros são vistos nos jornais), designers (projeto de motos voltadas para os brasileiros), urbanistas (vias para motos), nutricionistas (necessidades alimentares de quem passa o dia rodando no sol), pedagogos (campanhas de trânsito para escolares), cientistas políticos (atuação política dos sindicatos de motoboys), advogados (legislação de trânsito) e professores de educação física (motos como esporte). Isso só para começar, pois é claro que os problemas enfrentados pelos motoqueiros precisam ser vistos a partir de muitos pontos de vista. Esperamos todos por aqui.