Rede de Estudos da Motocicleta

Há alguns dias fui convidado pela TV Extensão da UFPE para falar sobre o nosso projeto “Articulação de uma Rede de Estudos da Motocicleta”, que foi oficializado em 2012, mas cujas atividades começaram lá em 2009.

A prosa foi no programa #papo EXTENSÃO. Muito legal ter mais um lugar para expressar as minhas preocupações, tanto com os problemas, quanto com as oportunidades do mundo das motos. O programa é completamente livre, o que permitiu que eu “me enforcasse nas cordas da liberdade” – se bem que não tentei falar mal do reitor para ver se a matéria iria realmente para o ar. Falando sério, é muito bom trabalhar em uma universidade pública, pois, independentemente se concordam ou não com minhas posições, as pessoas dão a mais completa liberdade para que eu continue tocando minhas pesquisas – desde que seja um trabalho sério, relevante, de qualidade e feito com ética. Além disso, meu salário não depende de elogios às empresas. E isso não é nenhuma puxação de saco, já que quem me conhece sabe que “tentar agradar aos outros” é um mal do qual certamente não padeço. Por exemplo, canso de criticar o apoio à instalação da FIAT em Pernambuco, cuja capital congestionada já não suporta nem mais um carro. Dizem que o trânsito do Recife vai se transformar em um caos. Mas isso não é verdade. Nosso trânsito alcançará a ordem perfeita, com todos os carros completamente parados em seus lugares.

A primeira parte deste texto é uma transcrição livre da entrevista, onde aproveito para explicar um pouco melhor o que eu tentei dizer na frente da câmera. Também, isso que dá deixar um caipira sem media training falar ao vivo, né? Por exemplo, em alguns momentos eu fiquei repetindo expressões como “por exemplo”…”por exemplo”…”por exemplo”. Mas acho que fiz isso inconscientemente para ter tempo de pensar antes de falar o que eu realmente penso sobre algumas situações. Em outros momentos, fiquei parecendo o Brizola, que respondia o que queria, independente da pergunta. Foi o que aconteceu quando fui perguntado se o meu website pessoal poderia ser usado para buscar informações sobre o projeto. Só que, ao invés de responder a essa pergunta, acabei fazendo uma propaganda básica. Quem sabe com o tempo eu aprendo (…a brizolar sem dar na cara). Já na segunda parte deste texto falo um pouco mais do projeto, principalmente sobre os aspectos que não foram abordados na entrevista.

Agora, antes disso, me deixa explicar um pouco o que fazemos lá na universidade. As atividades de um professor universitário são de cinco naturezas diferentes: ensino (e.g., disciplinas de graduação, mestrado e doutorado), pesquisa (e.g., estudo de novas teorias, desenvolvimento de modelos e experimentos, gerenciamento técnico de projetos, orientação de estudantes de graduação, mestrado e doutorado, e escrita de trabalhos científicos), administração (e.g., participação em reuniões, preenchimento de relatórios, grupos de trabalho, e, eventualmente, eleição para algum cargo administrativo), atividades cidadãs (atividades não remuneradas e fora do horário de trabalho, como a participação em comitês da cidade, entrevistas, aconselhamentos científicos, participação em eventos públicos, e expressão de opiniões pessoais) e extensão (e.g., cursos à comunidade, apoio tecnológico às empresas locais, e atendimento à população).

O que eu chamo de “Estudos em Duas Rodas” se espalha por quatro dessas áreas: ensino (Engenharia da Motocicleta, Estudos da Motocicleta e Estudos da Bicicleta), pesquisa (estudo de artigos acadêmicos, orientações, desenvolvimento de modelos, e escrita de trabalhos acadêmicos), atividades cidadãs (que desenvolvo no meu horário de lazer e com meus próprios recursos, como entrevistas, reuniões, cursos técnicos, eventos públicos, e, principalmente, a produção do website EQUILÍBRIO EM DUAS RODAS) e finalmente a extensão, na qual se insere esse projeto do qual eu falei na entrevista. E por falar nisso, vamos a ela.

Entrevista sobre o projeto “Articulação de uma Rede de Estudos da Motocicleta” (transcrição livre)

FICHA TÉCNICA
Programa #papo EXTENSÃO – TV Extensão da UFPE
Link para o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=kYA6AW4X-m8
Data: 25.04.2013
Apresentador: Marcus Silvestre
Entrevistado: Fábio Magnani

PERGUNTA: O que motivou a criação desse projeto?
RESPOSTA: Nossas atividades começaram em 2009, mas na época apenas do ponto de vista da engenharia, olhando mais para a tecnologia. Com o passar do tempo, vimos que o estudo da motocicleta era dividido em áreas bem separadas. Por exemplo, os engenheiros se preocupam com a tecnologia, os médicos com os acidentados, e os sociólogos com a cultura que rodeia as motos. Como cada área vê apenas um pequeno pedaço do fenômeno, sentimos a necessidade de convidar outras pessoas e fomentar uma discussão mais geral, tanto na academia quanto fora da universidade. A ideia era juntar todas essas visões diferentes para resolver os graves problemas e também aproveitar as oportunidades.

PERGUNTA: Além do diálogo na academia, como vocês veem o diálogo com a sociedade?
RESPOSTA: O projeto tenta justamente melhorar esse diálogo, pois notamos uma certa resistência para um diálogo mais amplo. Por exemplo, temos um oligopólio das fábricas japonesas que controla mais de 90% do mercado, e que não tem interesse em discutir políticas industriais para a criação de fábricas no estado. Outro problema são as campanhas de prevenção de acidentes, que são focadas exclusivamente na imprudência dos motoqueiros, como se todos os acidentes fossem culpa deles. Estudos científicos dizem que a maior parte dos acidentes são causados pelos carros, mas as autoridades não estão disponíveis para discutir essa questão.

PERGUNTA: Quais os passos trilhados pelo projeto e o que vão fazer em 2013?
RESPOSTA: No início achávamos que seria fácil criar essa rede, que todos estariam dispostos a aprender e a dialogar. Mas não foi assim. As pessoas preferem continuar com suas visões, com a certeza de que têm a solução para os problemas… e os problemas continuam existindo. Bem… paciência. Mas não desistimos. Demos um passo para trás e quebramos o projeto em três fases. Fase 1: coleta de informações (levantamento de mais de 400 pesquisadores com trabalhos envolvendo motos, instituições de pesquisa, órgãos do governo ligados aos acidentes, legislação e homologação de novos produtos, e organizações sociais). Fase 2: disponibilização do conteúdo em um website institucional na internet, que será carregado ao longo do próximo ano. E, depois dessa coleta de informações e da disponibilização na internet, estaremos prontos para voltar à ideia inicial, que é a criação dessa rede de estudos da motocicleta, com o convite para que autoridades e empresas façam parte desse diálogo.

PERGUNTA: Você é motociclista ou motoqueiro?
RESPOSTA: Gosto de provocar as pessoas dizendo que sou motoqueiro. Mas na verdade sou mesmo. Há uma campanha para separar os motociclistas dos motoqueiros. Os motociclistas seriam os bons moços, que andam direito. Os motoqueiros seriam os malvados, os criminosos que não respeitam as leis. Mas na prática não é isso que acontece. O termo motociclista acaba sendo usado para designar quem é de classe média e o termo motoqueiro é usado para quem é pobre. Isso é errado, pois os acidentes e o preconceito ocorrem com todos. Para mim todos que andam de moto são motoqueiros. E, como eu ando de moto, sou motoqueiro. Ponto.

PERGUNTA: Você tem um site pessoal. Nesse site as pessoas podem ter notícias sobre o projeto?
RESPOSTA: Sim, eu tenho um website pessoal, mas que é diferente desse institucional que vamos fazer na universidade. No meu website eu tenho a liberdade de expressar a minha posição política em relação à morosidade na mudança de pensamento das autoridades e em relação às revistas especializadas, que dizem que fazem análises técnicas independentes, mas se limitam a vender as motos como se fossem maravilhas da tecnologia – o que não são. Na verdade, nós temos uma mídia muito ligada às empresas, o que não ajuda a resolver os problemas da falta de produção local e dos acidentes. No meu website pessoal eu tomo a liberdade de ser um pouco mais crítico.

PERGUNTA: Como estudioso e motoqueiro, que aspectos positivos e preocupantes você vê na questão do uso da moto no Brasil?
RESPOSTA: Os aspectos negativos são os que aparecem na TV. Acidentes gravíssimos, o oligopólio das fábricas japonesas que impede o desenvolvimento tecnológico, e problemas trabalhistas entre as empresas e os motoboys. Mas as motos trazem oportunidades também, como a criação de empresas locais, a melhoria da mobilidade urbana, desde que bem pensada, e, para quem gosta, as motos são fontes de diversão, de identidade e de expressão.

Segue abaixo o vídeo editado pelo pessoal da TV Extensão. Ele tem alguns errinhos, como a grafia de ‘DENATRAN’ e o meu nome, que saiu como Fábio Santana (meu sobrenome do meio, mas pelo qual não sou conhecido), ao invés de Fábio Magnani. Mas nada que tire o valor do que conversamos naquele dia.

Informações adicionais

O projeto de extensão “Articulação de uma Rede de Estudos da Motocicleta” pode ser um pouco mais detalhado. Afinal, é impossível falar sobre tudo em apenas alguns minutos. Primeiro, queria falar sobre as pessoas que participam dele e que não têm necessariamente a mesma opinião do que eu em relação a todas as coisas que cercam as motos. Procuramos a diversidade de opiniões, jamais uma visão única.

O levantamento dos pesquisadores brasileiros que trabalham com motos foi feito principalmente pelo João Luis Cruz (IC) e pela Maria Isabel Malta (IC). O projeto tem ainda a participação de outros quatro professores da UFPE (Ivan Melo, Ramiro Willmersdorf, Ricardo Sanguinetti e Flávio Figueiredo), dois professores do IFPE (Renata Nunes e Jacek Michalewicz), um professor do IFCE (Paulo Bomfim), dois professores da Nova Southeastern University (Steven Alford e Suzanne Ferriss), do curador da Semana de Cultura Motoboy (Eliezer dos Santos) e de mais dois estudantes de graduação (Yuri Carvalho, da UFPE, e Daniel Pereira, da UFCG). Depois do início desse projeto, a equipe cresceu mais ainda. Embora não faça parte oficialmente, o pessoal a seguir tem contribuído com os “Estudos em Duas Rodas”: Saulo Cunha (IC, bicicleta urbana), Marcos Diego Paes (TCC graduação, homologação de moto urbana), Rodrigo de Melo (especialização, emissões veiculares), Paulo D’Ávila (mestrado, trânsito de motos) e Patrícia Campos (doutorado, acidentes de moto).

Sobre o projeto, não posso negar que tive uma certa decepção com a minha imaginada habilidade para lidar com a extensão universitária. Parece que a inteligência política passou longe de mim. Muito longe. Eu tenho uma lista imensa de e.mails não respondidos (que enviei para políticos, autoridades, jornais, associações, empresas, revistas e pesquisadores) explicando que queríamos criar essa rede de discussão para lidar com assuntos importantes que envolvem as motocicletas, como, por exemplo:

  • Como conversar francamente sobre acidentes com quem adora a velocidade?
  • Como diminuir o preconceito contra os motoqueiros?
  • Quais os impactos de termos um oligopólio japonês controlando o mercado brasileiro?
  • As fábricas chinesas que estão entrando no país são um bom ou um mau negócio para o Brasil?
  • Por que as motos não têm sensores de localização para evitar acidentes?
  • Quais são as reais causas de acidentes no Brasil?
  • É possível integrar as motos ao transporte público?
  • As motos elétricas permitirão a convergência das motos e das bicicletas?
  • Já chegou o tempo em investirmos em motos elétricas?
  • Como parar de explorar os motoboys?
  • Como transformar o tráfego de motos em um aliado eficaz da mobilidade urbana?
  • Como fazer uma campanha educativa para os motoristas de carros, ônibus e caminhões?
  • As competições de velocidade diminuem os acidentes e desenvolvem tecnologia?
  • As pequenas fábricas de moto são uma boa aposta?
  • Como criar um novo profissional que entenda de pilotagem, legislação, gerenciamento de frotas, tecnologia e acidentes?
  • Como usar os empregos de mecânico e de motoboy como forma de introduzir os jovens no mercado de trabalho e depois incentivá-los a fazer um curso de engenharia?

Por falar em decepção, o ponto alto (?) foi durante a participação em uma audiência pública sobre acidentes de moto aqui em Pernambuco. Como eu não havia sido convidado, fiquei na plateia, esperando abrirem o microfone. Na mesa de convidados, praticamente todos os participantes estavam na minha lista de e.mails não respondidos (ou respondidos negativa ou evasivamente). O pior é que no final não abriram a palavra ao público. Será que era por que eu estava lá e poderia dizer algo inconveniente? Não sei. E não é uma questão de ficar magoado por não ser convidado ou não ser ouvido, já que o meu website trás muito mais repercussão do que a participação em um evento com meia dúzia na plateia. A questão é que sinto uma grande tristeza porque alguns aspectos que julgo importantes na solução dos problemas não estão sendo nem levados em conta nas discussões.

Por falar em decepção – na realidade para falar exatamente o contrário -, também tive uma das maiores honras profissionais da minha vida neste último ano, quando fui convidado para participar da mesa de debate da 3a Semana de Cultura Motoboy. Já pensou eu lá, um mero engenheiro mecânico, sendo ouvido por pessoas do meio artístico, sindical, empresarial, acadêmico e também do governo? Très chic.

Claro que ninguém é obrigado a participar desse diálogo que estamos propondo. Muito menos com a gente. Mas mesmo assim eu me sinto obrigado a tentar ao máximo compartilhar o que estamos pensando e produzindo dentro da universidade. Vamos continuar trabalhando. E o fato é que terminamos a fase de coleta e agora vamos disponibilizar esse conteúdo na internet. Mesmo que os outros atores não tenham interesse por uma discussão mais ampla, com ou sem a nossa participação, que pelo menos saibam que existe algo à disposição. Como eu disse na entrevista, não vamos desistir. E não é porque somos bonzinhos, mas sim porque adoramos andar de moto, estudar as motos e falar sobre motos.

Resumo do projeto

Esse é um projeto de extensão da UFPE que tem como objetivo facilitar o trabalho em conjunto de pesquisadores, empresários, autoridades e cidadãos, que querem tanto resolver os problemas quanto aproveitar as oportunidades que cercam o mundo das motocicletas. Os problemas que falo são os acidentes, desperdício de combustível, congestionamentos, poluição, relações trabalhistas leoninas, oligopólio japonês, preconceito contra os motoqueiros, e a tecnologia atrasada (motos poluentes, pesadas, pouco ergonômicas, que consomem muito, que matam, e que não são integradas ao sistema de transporte público). Mas também há oportunidades: empregos (e.g., motoboys, mecânicos, projetistas e técnicos em logística), criação de uma indústria local (desde a fabricação de motos até a produção de equipamentos de segurança apropriados ao nosso clima), melhoria da mobilidade urbana, turismo e novas tecnologias (motos elétricas, inteligentes, leves, baratas, ergonômicas, limpas, eficientes, com GPS, sensoriamento local e tecnologia de comunicação veículo a veículo, que reduzirão MUITO os acidentes).

A ideia do projeto surgiu em 2009, quando um grupo de professores e estudantes da engenharia mecânica, quase todos motoqueiros, começou a estudar as motos. Percebemos então que havia uma separação muito grande entre as áreas acadêmicas e também entre os diversos setores da sociedade. Por exemplo, como cada pessoa vê um acidente? O engenheiro vê as falhas na tecnologia da moto e da via, o jovem vê uma aventura que deu errado, o médico vê as consequências no paciente, a autoridade vê o custo para tratar aquele acidentado, a fábrica vê como uma má propaganda, o psicólogo vê como uma expressão da agressividade humana, o trabalhador vê como um risco com o qual é obrigado a conviver, e o sociólogo vê o acidente como a consequência das pressões pelo lucro. Percebemos, então, que para resolver qualquer um dos problemas acima é preciso conhecer a tecnologia, as consequências dos acidentes, os custos, a burocracia para criar novas fábricas, a atitude dos motoqueiros, a dinâmica do tráfego urbano, o comportamento da mídia em relação às motos, e por aí vai. Acreditamos que é fundamental olhar de todos esses pontos de vista para então poder resolver os problemas de forma eficaz e permanente. E assim nasceu a ideia de ajudar na articulação de uma rede que pudesse agir na solução dos problemas e no desenvolvimento das oportunidades.

Os diagramas acima, que eu tirei da nossa Proposta do “I Fórum UFPE de Estudos da Motocicleta”, mostram mais ou menos a evolução das nossas ideias. Até 2009 (1), as motos eram apenas um hobby distante das nossas atuações profissionais – o que é no mínimo estranho, já que somos engenheiros mecânicos. Depois passamos a integrar as motos às nossas atividades profissionais (2), mas de um ponto de vista só tecnológico e dentro das nossas áreas de especialização. O próximo passo (3) foi perceber que as motos orbitavam em um universo muito maior do que a tecnologia, com forte influência na indústria, cultura, lazer, mercado, saúde, meio ambiente, energia e trabalho. Sentimos então a necessidade de atrair mais pessoas, com capacidade para acrescentar novos conhecimentos e visões diferentes. Foi aí que nasceu a ideia do projeto “Articulação de uma Rede de Estudos da Motocicleta”. No final (4), o que queremos é uma integração de todas as áreas da academia e de todos os atores interessados da sociedade, com a criação dessa rede que terá mais força para atacar os problemas e abraçar as oportunidades.

Na prática, este projeto de articulação é dividido em três fases:

  • Coleta e geração de conhecimento, que ocorreu neste primeiro ano.
  • Publicação das informações em um website institucional e apolítico, que vai começar a partir de agora, levando cerca de um ano.
  • Fomento da rede, com a proposta de reuniões, congressos e projetos de pesquisa.

Os resultados até agora são:

  • Levantamento de 400 trabalhos sobre motocicletas, realizados por pesquisadores brasileiros.
  • Lista de contatos com empresas, autoridades e organizações sociais.
  • Levantamento parcial de trabalhos acadêmicos de outros países, e de campanhas e ações institucionais no Brasil.
  • Análise de cerca de 350 livros sobre tecnologia, pilotagem, história, acidentes e cultura.
  • Desenvolvimento de pesquisa local, com três estudantes de iniciação científica (em andamento), TCC de graduação (concluído), uma monografia de especialização (concluída), um mestrado (em andamento) e um doutorado (em andamento).
  • Finalização da infraestrutura do website institucional.
  • Oferta de três disciplinas (Engenharia da Motocicleta, Estudos da Motocicleta e Estudos da Bicicleta).
  • Inclusão das bicicletas nessas atividades.

Próximos passos:

  • Implementar o conteúdo no website
  • Finalizar o levantamento de trabalhos acadêmicos de outros países.
  • Finalizar o levantamento de campanhas e ações institucionais.
  • Divulgar o website.
  • Convidar novamente os pesquisadores, autoridades, empresários e cidadãos, para que venham fazer parte da Rede de Estudos da Motocicleta.

Como as pessoas podem participar? Fácil:

  • Entrando na rede.
  • Mandando informações e propondo contatos.
  • Ajudando como voluntários no website institucional.
  • Financiando as reuniões, congressos e outros eventos (mas isso só mais para frente).
  • Cursando as disciplinas.
  • Auxiliando politicamente, porque esse Fábio Magnani está mais para motoencrenqueiro.
  • Realizando trabalhos acadêmicos, desde IC até o doutorado.
  • Fazendo críticas.
  • Espalhando a ideia.

Para terminar, quero deixar uma mensagem. O mundo das motos é cercado de problemas e oportunidades. Cada pessoa tem uma visão diferente e interesses próprios. Para piorar, as motos despertam paixões contrárias e a favor. Por isso, infelizmente, boa parte das pessoas acaba gastando muita energia para defender a sua posição… e as coisas não evoluem. O caminho para frente passa necessariamente por ouvir o outro, aprender coisas novas e trabalhar em conjunto. Espero que o nosso projeto ajude pelo menos um pouquinho para que as pessoas sigam esse caminho.