João Pessoa-PB (II)

03-04.12.2009 – Litoral sul da Paraíba.

Três semanas para a partida ao Atacama. Tive que ir até João Pessoa-PB para uma reunião a trabalho de dois dias. Claro que fui de moto! 280 km de ida e volta, aproveitei para ver como tinha ficado a revisão.

A moto parece 0 km. Tudo novo: pneu, tração e cabo de acelerador. Mesmo com a chuva da ida a viagem foi muito gostosa. O pneu Sirac é muito mais silencioso e tem maior aderência no asfalto do que os antigos Mitas E07. Eu não tinha percebido antes como tinha diminuido bastante a minha velocidade de cruzeiro.

Na quinta-feira à noite encontrei o Emano e o Nando lá na Fava. Muita conversa boa. Só fiquei meio envergonhado quando começaram a falar de um sujeito todo complicado que sempre insistia em fazer o caminho mais longo. Vixê, pensei, é exatamente o que eu sempre tento fazer! Mas, brincadeiras à parte, é bom conversar com os amigos. Principalmente na beira de uma praia nordestina. Por falar em praia, João Pessoa-PB tem uma orla linda!

Na ida tinha saído de madrugada para chegar à reunião no começo da manhã. Aproveitei um pouco mais a volta. Como tudo acabou cedo, pude voltar para Recife às 11:00. Aproveitei para passar na Ponta do Seixas, ponto mais oriental do Brasil e por Tambaba-PB, conhecida praia de nudismo. Conheci também a travessia da divisa entre Acaú-PB e Carne de Vaca-PE. As duas são cidadezinhas muito simpáticas e calmas, pelo menos ao sol do meio-dia em plena sexta-feira.

Tive sorte de chegar apenas 40 minutos antes da saída da balsa, que nesses dias sai de 3 em 3 horas. Estava um sol tão forte que fiquei preocupado do meu tanque de plástico derreter. Mas a moça do bar ofereceu prontamente para eu deixar a moto dentro do bar, como se para me fazer companhia no coco gelado. Aí está um lugar para voltar com mais calma. Muitas histórias de pescadores, ermitões, cobras, pedras fantásticas e assombrações. A maré estava muito baixa, forçando a balsa a fazer muitas voltas entre o areial.

De Goiana-PE para Recife-PE a mesma história de sempre. Filas intermináveis. É broxante quando a viagem de volta a Recife é pela BR101. Mas fazer o que, né? Nem sempre dá para voltar pela matinha de São Lourenço da Mata-PE.

Como era para ser uma viagem só para João Pessoa-PB, acabei não levando nem mapa nem o Camelbak. O mapa a gente compensa conversando com o pessoal no meio da rua. Mas o Camelbak faz muita diferença. Com o solão que fazia, o cansaço bate bem mais cedo sem a hidratação.

No ano que vem, sem uma grande viagem a vista, vou querer voltar com mais calma para conhecer a região. Mergulhar nas galés, ouvir histórias da região e, quem sabe, ajudar em uma pesca.