Limoeiro-PE

12.02.2008

Neste final-de-semana, 09 e 10 de fevereiro, aproveitamos para uma última descansada e, mais importante, o primeiro treino para a viagem ao Sertão.

Na sexta-feira, saímos de casa às 15:00. Uma hora e 80 km depois, estávamos em Limoeiro-PE, na fazenda da tia da Renata. No passado esta fazenda foi do avô da Renata, que passou a infância toda vindo para cá. Um ótimo lugar para descansar. Tranqüilo. A melhor varanda do mundo!


Renata, chegando na porteira da fazenda.


Casa Grande, da tia da Renata

Encostada na fazenda, a Renata tem uma terrinha também. Ainda não tem estrutura para ficarmos lá. Pelo menos o pomar já está plantado. Só estamos esperando crescer. Quem sabe um dia não fazemos um grande encontro por lá.


Casa da Renata. (da Barbie?)


Os Cajás Enamorados. Essa árvore daí, que fica na terra da Renata, na realidade são duas árvores enroscadas em um abraço eterno.

Passamos uma noite tranqüila, ouvindo os bichos noturnos. No outro dia pela manhã, acordei às 06:00 e fui pegar uma estrada de terra. A Renata ficou dormindo.

Na Grande Viagem eu acabei fugindo de estradas de terra, com medo de cair no meio da viagem e f**** tudo. Desta vez, quero pegar mais confiança para aproveitar melhor a viagem.

É a primeira vez que ando sozinho em estrada de chão. Antes, tinha ido acompanhado, ocasião em que derrubei a moto três vezes na lama. Desta vez não era lama, na realidade a estrada estava muito boa, com apenas alguns buracos e costeletas. Mas, mesmo estando boa, eu estava sozinho…

No início andei a 30 km/h. No final, já estava conseguindo andar a 70 km/h. Alguém experiente andaria tranqüilamente a 100 km/h nessas estradas. Andar na terra (não é trilha…) é tranqüilo, o duro é quando você precisa frear. Em primeiro lugar, não se deve frear com tanta ênfase na dianteira, como fazemos no asfalto. Além disso, qualquer coisa faz a traseira travar. Vamos ver se, com o tempo, vou melhorando.

De Limoeiro-PE a Salgadinho-PE, passando por João Alfredo-PE, foram 35 km de chão. Depois mais 30 km de asfalto até Ameixas-PE. De lá, mais 17 quilometros de chão até Bezerros-PE. Aqui eu pensei que passaria por Serra Negra-PE, subindo a serra. Mas ninguém soube me informar a estrada para subir a serra. Outro dia vou fazer o contrário, vou até Serra Negra-PE por Bezerros-PE, e de lá desço a estrada até Ameixas-PE.

De Bezerros-PE a Gravata-PE, foi só pegar 25 km da BR-232. De lá, peguei outra estrada de terra, 35 quilometros até Bengalas-PE. Depois é só um pedaço de 12 quilometros de asfalto até Limoeiro-PE.

Em Limoeiro-PE peguei a Renata e voltamos para Recife-PE. Mas por um caminho diferente. Seguimos até Araçoiaba-PE, 40 de asfalto. De lá, mais 17 quilometros de terra. Aqui foi bem diferente, pois estava com garupa. Não dá para ficar levantando em todo buraco. Também dá a impressão que uma derrapada na areia seria chão na certa. Não sei…

Não pegamos areia fofa no caminho, mas é o meu maior temor. Vou ver se outro dia vou até a praia dar uma treinada.

Depois de chegarmos em Aldeia-PE, foram 40 quilometros até Recife-PE. A estrada de Aldeia é linda. Cheia de curvas, no meio da mata.

No final, foi um passeio de:

230 quilometros de asfalto,
92 quilometros de chão sem garupa e
17 quilometros de chão com garupa.


Estrada tranqüila, para quem tem experiência, entre Ameixas-PE e Bezerros-PE. Em cima deste morro, mais à direita, fica Serra Negra-PE.


Estrada entre Aldeia-PE e Recife-PE. Boa parte no meio da mata, com curvas.

Como a Renata vai trabalhar aos sábados em Pesqueira-PE, quero ver se aproveito para andar bastante na terra. Tem um monte de estradas de terra por lá. Segundo o mapa, dá para subir a Serra de Teixeira por chão, ao invés da estrada sinuosa de asfalto. Vamos ver.

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Ao chegarmos em Recife-PE, depois de boa parte do dia em locais isolados, o motor simplesmente apagou. Sem mais nem menos. Toda a iluminação continuava funcionando. O motor de arranque também. Mas nada de ligar a moto. Como era sábado à tarde, não tinha nenhuma oficina aberta. Liguei para o seguro, que prontamente enviou um reboque para levar a moto até em casa. Chegamos com o dia já escurecendo e não deu para ver nada.

No domingo pela manhã, desmontei a carenagem da moto para ver se descobria algum fio ou mangueira soltos. Verifiquei a linha de combustível. Estava chegando gasolina até o carburador. Verifiquei a conexão da vela e tudo bem também. Parecia não ser nada mecânico, porque não havia barulho estranho. Simplesmente não havia combustão. Então, ou não chegava combustível na câmara ou não havia faísca. Tentei ligar a moto várias vezes durante o dia. Nada.

Ontem de manhã (segunda), solicitei outro reboque para me levar até a Honda. Chegando lá, o recepcionista tentou ligar a moto e também não conseguiu. Daí veio um mecânico, mexeu aqui e acolá, o motor rateou, rateou e… a moto pegou.

Segundo ele, às vezes a moto “perde a compressão”. Nestes casos, ainda segundo ele, é preciso ligar a moto com o afogador e o acelerador acionados (só um pouco, não completamente). Isso mesmo, os dois ao mesmo tempo. Mesmo com o motor quente, neste caso é preciso acionar o afogador.

Vou ver se descubro alguma coisa e depois posto aqui. Mas, fica a dica (que pode ser válida, ou ter sido apenas sorte): se o motor apagar e não quiser pegar mais, puxe um pouco o afogador e o acelerador, acione o motor de arranque insistindo até que o motor pegue.

Eu nunca tentaria fazer isso, porque achava que iria afogar a moto. Vivendo e aprendendo!