Vale do Catimbau-PE
03.05.2008
A Ida.
Neste último feriadão de primeiro de maio eu e a Renata resolvemos conhecer o Parque Nacional do Vale do Catimbau. Tínhamos dois objetivos: conhecer o parque e treinar andar na terra, visando a “Viagem ao Sertão”. Para mim seria um feriadão de quatro dias, da quinta até o domingo. A Renata teria que trabalhar em Pesqueira-PE na sexta e no sábado. Mas poderíamos unir facilmente os dois mundos, pois Pesqueira-PE fica apenas 70 km da Vila do Catimbau-PE, que é a entrada do Parque. Na quinta-feira iríamos direto de Recife-PE até o Parque. Na sexta e no sábado ficaríamos baseados em Pesqueira-PE. Enquanto a Renata trabalhava, eu iria explorar um pouco melhor a região. No domingo passearíamos mais uma vez juntos pelo Catimbau, antes de voltarmos para Recife-PE.
Saímos de Recife-PE na quinta-feira às 06:10, depois de esperarmos a chuva parar. A moto estava carregada com o bauleto Givi de 45 litros e alforjes Frontside. Não havia tanto peso na bagagem, mas a necessidade de levar roupa para quatro dias, roupa de trabalho para a Renata, roupa para a trilha, tênis, capa de chuva etc., fez com que o volume fosse razoável.
No dia anterior eu já tinha deixado a moto pronta: pneu calibrado, corrente lubrificada e tanque cheio. Como iríamos carregados (180 kg) calibrei o pneu traseiro no máximo de 29 psi. O manual diz que a calibração traseira deve variar entre 22 e 29 psi, dependendo do peso. O nosso Sirac 130 estava no máximo de pressão.
Em Vitória de Santo Antão-PE descobrimos que não tinha valido a pena esperar a chuva, pois encontramos-na novamente, sendo obrigados a parar para colocar as capas.
Andamos um pouco mais e paramos em Gravatá, no Rei das Coxinhas, para tomarmos o nosso café-da-manhã: coxinhas, sucos e cartola. Havia muitas motos paradas ali, rumando para o motoencontro que estava ocorrendo em Paulo Afonso-BA.
De Gravatá-PE a Caruaru-PE comecei a notar uma diminuição na potência da moto. Podia ser pelo fato de estarmos carregados, vento, subida, pilotagem descuidada ou gasolina ruim. Às vezes não consegui passar de 110 km/h. Paramos em Caruaru-PE para abastacer. Tínhamos feito uma média de 100 km/h (descontando o tempo das paradas). O problema foi o consumo: 14,5 km/litro! Geralmente o nosso consumo é de 20 km/litro. Estranho.
De Caruaru-PE a Arcoverde-PE a potência foi diminuindo cada vez mais. Agora não conseguia passar dos 110 km/h a não ser em descidas.
Chegamos à Pousada Riacho de Mel (quarto de casal a R$ 40,00, com banheiro e ar condicionado) em Arcoverde-PE às 09:45. A média neste segundo trecho foi de 85 km/h. Deixamos quase tudo na pousada: bauleto, alforje, primeiros-socorros, luvas, jaquetas. Normalmente eu viajo com joelheiras, mas neste dia não estava usando. Caso estivesse, teria deixado também na pousada. Tiramos a calça jeans e colocamos roupas leves para trilha. Rumamos para o Catimbau-PE.
Paramos para abastecer em Buíque-PE, média de 16 km/litro. A moto continuava com potência baixa e consumo alto.
De Buíque-PE até a Vila do Catimbau-PE são 11 km de terra. Em alguns lugares a areia ficava muito fofa mesmo. Levamos vários sustos com a moto rabeando pela areia. Com o tempo fui acostumando. Tentando não frear com a dianteira e não ficar segurando a embreagem. Fui treinando para ver se conseguia controlar a moto só no acelerador. Funcionava bem quando a moto rabeava, mas quando eu perdia a dianteira, o negócio era corrigir com o pé no chão. Como estava com garupa (total de 170 kg) não tínhamos mobilidade em cima da moto. Meu maior medo era cair com o motor em cima de nossas pernas, já que estávamos com calça muito fina para trilha. De qualquer forma, depois de vários sustos, chegamos inteiros ao Catimbau. De Recife-PE até a Vila do Catimbau-PE foram 292 km.
Eu estava um pouco preocupado com essa queda de potência. Há três semanas atrás eu tinha trocado a corrente de comando e os discos de embreagem. Antes disso a moto tinha um problema crônico de “ratear” aos 110 km/h que às vezes impossibilitava superar essa velocidade. Foram 20.000 km convivendo com isso sem ninguém descobrir o problema. Depois deste último conserto, a moto ficou muito boa. Mas agora com essa perda de potência e aumento de consumo comecei a pensar que o drama voltaria. Como seria a “Viagem ao Sertão”, lá no interior do Piauí, que estávamos planejando para julho? Uma coisa é ter um problema caro na moto. Outra coisa é ter um problema que ninguém parece ter a solução, seja cara seja barata.
O Parque Nacional do Vale do Catimbau
Chegamos no Catimbau fomos até a Associação dos Guias. O Enéias nos explicou que existem várias trilhas para serem feitas em diferentes dias. O turista iria de carro até o início da trilha e de lá sairia com o guia. Como estávamos de moto isso não era possível. Decidimos então pegar uma trilha mais próxima, que nos permitiria voltar à pé. O passeio, que seria de 4 horas, ficaria por R$ 60,00, incluindo o carro para nos levar até o início da trilha.
Existe uma estrada que cruza o parque todo, indo da Vila do Catimbau até a BR232. Os guias disseram que dá para ir de moto, ou carro, até o ponto onde acabam as trilhas turísticas. De lá para a BR232 só com 4×4, por causa da areia muito fofa. Neste momento desisti de voltar no outro dia para andar sozinho de moto por ali.
Fomos até uma pequena mercearia comprar pão com mortadela (estava faltando queijo na vila), biscoitos e dois litros de água. Deixamos a moto na associação e rumamos em um Del Rey até o início da trilha. Eram 11:30 da manhã.
No início da trilha pegamos uma picada no meio da caatinga. Muito quente. O guia ia nos explicando sobre os insetos, cobras, plantas, cactáceas. Também foi contando as histórias de como o parque havia sido formado e como agora era alvo de vários pesquisadores: geólogos, botânicos, arqueólogos, antropólogos, etc.
Depois de subir pela caatinga, chegamos às primeiras formações rochosas. Cada uma tem um nome baseado na figura formada pela rocha: pedra do cachorro, da velha, do ET, das torres, etc etc. Lá em cima vimos as primeiras pinturas rupestres, que foram pintadas a 6.000 anos atrás. Nosso caminho passou por duas trilhas. Passamos pela Pedra da Concha, Pedra das Torres e Pedra da Tartaruga.
Chegando lá em cima da trilha, começa a soprar um vento fresco, delicioso. Dá para ver a formação de chapada e o vale verdinho lá embaixo. Impossível descrever em palavras ou fotos. Só estando lá mesmo.
Depois descemos de novo para o vale e caminhamos até a vila. Foram 4 horas de caminhada. Chegamos com as pernas cansadas, mas maravilhados com o parque. Não deixa nada a desejar à Serra da Canastra. Um lugar muito silencioso e harmonioso. Provavelmente será um marco para a identidade de Pernambuco daqui a uns anos. Ficamos muito bem impressionados. Estávamos esperando um parque apenas com caatinga, mas descobrimos formações rochosas lindíssimas, com visuais perfeitos. Combinamos de voltarmos uma outra vez de carro, para conhecermos as outras trilhas. Principalmente a trilha dos Canyons, que parece ser a mais bonita. O Enéias comentou que também fazem trilhas em dois dias, com camping no meio. R$ 100,00 para um máximo de seis pessoas. Estão montando também uma trilha por cima da chapada. Serão 16 km, em três dias de caminhada. Esperamos voltar em agosto, depois da “Viagem ao Sertão”, onde conheceremos outros parques com pinturas rupestres: Sete Cidades-PI e Serra da Capivara-PI.
Chegamos na Vila do Catimbau-PE às 16:00, tomamos água e pegamos a estrada de volta.
A Volta
Logo na saída ficou bastante claro qual era o problema da moto: embreagem. O conta-giro subia rapidamente, enquanto o velocímetro ficava praticamente parado. Bem, iria até Arcoverde-PE e no próximo dia resolveria alguma coisa. Nos primeiros metros já pegamos um areião pesado. Levamos vários sustos.
Uns dois quilômetros depois da saída da vila, entrei uma “poça de areia”, em baixa velocidadde. Quando dei por mim, havia um jato de areia na bolha. A moto tinha tombado e eu não tinha nem percebido.
Quando olhei para o lado a Renata estava deitada no chão. Perguntei para ela se estava tudo bem, ela disse que sim. Como havia uma moto e dois carros tentando passar na estrada, eu empurrei a moto até a beirada. Voltei para ver a Renata, que continuava no chão. Disse que estava bem, mas com dores na mão e no joelho. Ela tinha esfolado ambos. Eu vi que minha mão também estava esfolada na palma. Minha calça estava toda rasgada no joelho, mas não quis nem olhar para ver a situação do meu joelho. A Renata estava assustada por ter sido jogada da moto, ter sido arrastada na areia e ter batido a cabeça no chão. Depois de alguns segundos deitada, viu que não era nada demais e se levantou. Estava com um pouco de dor no joelho e na mão, mas aparentemente nada demais.
Fui ver como estava a moto. O protetor de mão esquerdo tinha saído do lugar, mas endireitei com um pouco de força. Quando fui colocar a moto no neutro, percebi o estrago: tinha quebrado o pedal do câmbio. Quer dizer, não tinha quebrado o pedal, tinha quebrado a ponta do eixo! Eu poderia ter tentado fazer alguma adaptação por ali, mas fiquei preocupado em ter empenado alguma coisa no motor e que colocá-lo em funcionamento poderia ser arriscado.
O celular estava sem sinal. Decidimos rapidamente que o melhor seria a Renata pegar uma carona até Buíque-PE e de lá ligar para a seguradora. Eu dei o cartão para ela e ficamos esperando um carro passar. Em segundos passou um cara com duas crianças no carro. Pedimos para parar. O cara prontamente deu a carona para a Renata. No meio do caminho ele parou para pegar a caixa de primeiros socorros para a Renata lavar seus ferimentos. Chegando em Buíque-PE, a Renata ligou para a seguradora. Em uma hora estaria vindo o reboque. Quando o reboque passou pelo posto, a Renata saiu correndo e abanando os braços para pegar uma carona. Por sorte o motorista (Clóvis) viu a Renata e parou.
Enquanto isso eu estava lá na estrada, esperando o reboque. Vi que a uns 100m do local da queda havia a portaria de uma fazenda. Caso o reboque não chegasse até o escurecer, eu iria empurrar a moto até lá. Deixaria a moto na fazenda e voltaria no próximo dia. Analisei a causa da queda. Aparentemente eu deixei o pneu dianteiro entrar de lado na inclinação da vala. Tombo clássico, pegando uma vala de lado e não de frente. Daí o pneu dianteiro deslizou. A Renata acha que pode ter sido a embreagem ruim, que me fez ficar sem controle do acelerador. Mas eu acho muito pouco provável, embora seja muito legal da parte dela tentar me eximir da culpa. O duro era ver, de vez em quando, passar uma CG no pau pelo mesmo lugar em que caí, sem a moto rebolar nem um pouquinho. É, talvez eu não tenha nascido para esse negócio de terra…
De resto, fique uma hora olhando o pôr-do-sol, o cantar dos pássaros, tirei fotos, senti o vento. Me sentia com muita paz. Eu realmente tento levar ao pé-da-letra o ensinamento de Ted Simon: “os imprevistos são a viagem”. A única coisa chata é quando você é a causa do sofrimento de outra pessoa, como a queda da Renata. Quanto aos meus ferimentos, desde que sejam leves e reversíveis, acho que são também parte do caminho que devemos seguir.
Quando começou a escurecer, empurrei a moto até a portaria da fazenda. Lá o porteiro me disse que se fosse necessário eu poderia deixar a moto. Tranqüilo, fiquei por ali proseando com o pessoal. Logo depois chegou o reboque. Amarramos a moto e seguimos para Arcoverde-PE. O Clóvis nos deixou na pousada e levou a moto para a base da seguradora, na IVEL (concessionária Fiat), que fica a 300 m da pousada.
Bem, era hora do balanço. Eu tinha esfolado a palma da mão esquerda e o joelho esquerdo. A Renata também tinha esfolado nos mesmos lugares. Os esfolados dela eram bem mais superficiais, mas ela estava sentindo a batida. A joelho estava inchado e as pontas dos dedos estavam roxas. Limpamos os ferimentos, fizemos curativos e fomos até o hospital. Ela tirou raio-X, descansou com gelo nos ferimentos e tomou uma injeção de Tilatil (analgésico e antiflamatório). O raio-X não detectou nenhuma fratura.
Na hora em que a Renata foi tomar a injeção, a enfermeira teve dificuldade em encontrar a veia dela. Pegou então na mão da Renata, apertou forte e disse: “Menina, aperte a sua mão com força para acharmos a sua veia e terminarmos com essa sua dor”. Nisso, eu olhei para a enfermeira e disse: “Eu acho que essa mão que você está apertando é que está com suspeita de fratura!”. A enfermeira só pigarreou e foi para o outro braço. Depois que ela saiu, enquanto esperávamos o radiologista, ficávamos rindo o tempo todo lembrando da imbecilidade da enfermeira. Parecia coisa de filme do Jerry Lewis. No final das contas, a burrice da enfermeira fez a Renata distrair um pouco da dor…
Nosso estado de espírito estava ótimo. Tudo tinha dado certo. Todas as coisas foram resolvidas e todas as pessoas nos ajudaram bastante. A moto veríamos no outro dia. Saímos para comer uma pizza. Na volta capotamos.
No outro dia pela manhã eu descobri que a minha seguradora só pagaria o transporte da moto por 100 km. Eu teria que pagar R$ 300,00 para levar a moto até Recife-PE. Decidi então deixar a moto na concessionária Honda de Arcoverde-PE mesmo. Logo que cheguei lá o mecânico percebeu que eu estava andando com a alavanca de embreagem “afogada”, o que queimo os discos. Embora eu sempre olhe a alavanca, por alguma razão eu não verifiquei quando saí de viagem. O orçamento ficou em R$ 850,00 e a moto vai ficar pronta em 10 dias no máximo. A demora é causada pela espera das peças. Terão que trocar a embreagem novamente, o eixo do motor e várias outras peças. Depois relato com mais detalhes.
De certa forma fiquei “feliz” que o problema tenha sido causado pelo cabo muito esticado. Embora a solução seja cara, será definitiva. Pelo menos não ficarei “cabreiro” com um problema “fantasma” no meio do Piauí.
Deixando a moto em Arcoverde-PE pegamos o ônibus. A Renata ficou em Pesqueira-PE para trabalhar e eu voltei para Recife-PE para pegar o carro. Só cheguei em casa, comi um lanche e peguei a estrada de volta. Às 18:30 estávamos juntos novamente.
Estamos mancando um pouco ainda. A mão da Renata não está mais doendo. O joelho ainda dói um pouco. Na segunda-feira ela vai até um ortopedista ver se foi algo mais sério. No meu caso, sinto um pouco os ralados. Mas a grande dor mesmo é na panturrilha, causada pela caminhada de quatro horas.
Bem, embora tenha ficado caro o passeio foi muito bom para nós. O Vale do Catimbau é lindo, conhecemos várias pessoas muito gentis que nos ajudaram bastante e sentimos novamente como é bom ter um amor ao seu lado para superar os obstáculos. Quando se sabe transcorrer a aleatoriedade da vida com paz no coração, você se sente muito mais vivo.
Era para ser um passeio de 4 dias de moto. Acabou sendo uma aventura de dois dias, de moto, caminhão, saveiro, ônibus e carro.
Análise técnica.
Bem, o “acidente” que sofremos não foi bem acidente assim. Foi causado por vários erros. Acho que é interessante listá-los aqui:
Erros:
- Não tenho prática para andar na terra.
- Estava andando sozinho em um ambiente hostil para mim, sem sinal de celular.
- A moto estava carregada com garupa (170 kg no total).
- Não estávamos vestidos com luvas, jaqueta e joelheira, como sempre fazemos.
- Estávamos sem água ou comida. Sempre levo água quando saio por aí.
- O pneu traseiro estava muito cheio (29 psi).
- O pneu dianteiro está no limite, com menos de 1mm nas ranhuras.
- Deixei o pneu dianteiro entrar de lado na inclinação de uma vala.
- No lugar da queda, a pista da esquerda estava com areia compactada. Se eu tivesse visto não teríamos passado pela areia fofa e, logo, não teríamos caído.
- Estávamos sem a bolsa de primeiros socorros. Sempre levamos.
- Não instalei um protetor de motor na moto. Se houvesse um, talvez o câmbio não tivesse quebrado.
- Não tinha levado ferramentas que teriam permitido, se fosse o caso, fazer alguma adaptação no pedal do câmbio.
- A embreagem estava ruim por descuido meu. Não tinha feito a verificação completa da moto antes de sair para a estrada.
- Eu me preocupei mais em tirar a moto da estrada do que em verificar com calma se a Renata estava realmente bem.
- Poderíamos ter ligado da portaria da fazenda para o reboque, sem a necessidade da Renata ir até Buíque-PE.
Mas acho que houve pontos positivos também:
- Eu estava devagar, andando dentro do meu limite para a situação.
- Tínhamos tirado o bauleto e o alforje lá em Arcoverde.
- Não tentei ligar a moto, pois teria quebrado o motor com as peças empenadas.
- Embora pudéssemos ter ficado no Catimbau para ver o pôr-do-sol, insisti em voltarmos durante o dia claro.
- Limpamos os ferimentos e fomos ao hospital assim que possível.
- Resolvemos rápido o problema, com a Renata indo até Buíque chamar o reboque, enquanto eu levei a moto até a fazendo caso precisasse pernoitar por lá.
Oficina. Como dito lá em cima, quebrou a ponta do eixo de mudança e os discos de embreagem queimaram. Pelo o que vi no manual, para trocar o eixo de mudança, vão ter que remover o motor do chassi. Depois, têm que remover: cabeçote, cilindro e pistão, embreagem, engrenagem motora primária e articulação de mudanças, bomba de óleo e estator. Só então, ainda segundo o manual, é que poderão separar a carcaça do motor. Vendo assim, até que o preço não ficou tão alto assim, levando-se em conta que R$ 260,00 são os discos de embreagem. Vamos ver se o serviço fica bom mesmo.
Bem, vivendo e aprendendo!
Fábio e Renata no Rei das Coxinhas (Gravatá-PE):

Vila do Catimbau-PE:

Trilha de ida, no meio da caatinga:

Fábio e Renata no Parque:

Concha, onde os índios pré-históricos faziam suas pinturas:

Detalhe das pinturas rupestres:

Desenho do sol em relevo:

Vista “lunar” na parte superior da trilha:

Vista do vale lá embaixo:

Renata nas alturas:

Fábio no Vale do Catimbau:

Formação rochosa “colorida”:

Trilha de volta, na descida ao vale:

Lugar da queda:

Detalhe da “poça de areia”:

Fábio esperando o reboque e fazendo pose de pensativo:

Pôr-do-sol no Catimbau:

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Ontem (quinta-feira, 15/05/2008) fui buscar a minha moto em Arcoverde-PE (250 km de Recife-PE). Saí de Recife-PE, de ônibus, às 10:10 e cheguei lá às 14:25. Viagem tranqüila, com ônibus bom. O Omago (M@D) tinha oferecido carona/companhia para eu pegar a bicha no sábado, mas fiquei preocupado de dar alguma zica na moto e não dar tempo de arrumar. Além disso, estava na maior secura para andar de moto (quase 15 dias de quadrúpede).
Chegando lá, fui direto para a Tamboril – concessionária Honda. Vejam o estrago:
Juntas: R$ 284,42 (do cabeçote, da carcaça do motor, da tampa da engrenagem de partida, da tampa direita do motor, da tampa esquerda do motor, do cilindro, etc)
Extras: R$ 109,84 (óleo, vela, retentor da haste da válvula)
Embreagem: R$ 340,67 (discos, placa, molas)
Eixo seletor: R$ 64,18 (eixo, pedal, borracha)
Mão-de-obra: R$ 120,00
Relembrando, eu tinha feito uma grande barberagem (segundo o Luiz Almeida, e eu concordo plenamente) andando com a embreagem enforcada: menos R$ 340,67
Com a queda, quebrou o eixo: menos R$ 64,18.
O problema é que tem que desmontar o motor inteiro para trocar o eixo, danificando todas as juntas: menos R$ 284,42
Como o motor estava aberto, o cara aproveitou para trocar a vela, trocar os retentores, lubrificar a mesa, limpar o carburador, etc: menos R$ 109,84
A mão de obra toda: menos R$ 120,00
Preju total: R$ 894,88 (com descontos).
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A volta de Arcoverde não foi muito legal porque fiquei um pouco inseguro: estava a 15 dias sem andar de moto, logo depois de uma queda, saí direto da oficina para a estrada, movimento, chuva, lusco fusco. A moto estava uma beleza. As marchas entrando perfeitamente e desenvolvendo ótima potência e velocidade – acho que nem nova a moto era tão boa. O problema é que no meio do caminho o motor começou a fazer barulho. Cheguei em casa quase ensurdecido.
Hoje levei a moto na Honda de Recife-PE para darem uma olhada. Vão ver se foi algum erro feito em Arcoverde-PE. Pelo primeiro diagnóstico que fizeram de manhã, acham que o barulho é o acionador do tensionador da corrente. Vamos ver…
Mas não esquento não… daqui a pouco a motoca está de volta. Pelo menos matei um pouco a vontade ontem. Estando boa de novo em julho, para a Viagem ao Sertão, então beleza!

