Pedra da Boca-PB (III)

20-21.03.2010

No final de semana fomos até o Parque Estadual da Pedra da Boca, que fica bem na divisa entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte. A cidade tem um nome bem diferente: Passa e Fica.

Desta vez a moto ficou em casa porque queríamos levar a trupe toda: Fábio, Renata, Gabriela, Dante e a babá do Dante. Para mim foi a terceira vez na Pedra da Boca, para os outros a primeira.

A ida foi uma experiência nova. Fomos de carro 1.000cc, abarrotados com as coisas do Dante: colchão, carrinho, fraldas, comida, panela e brinquedos. Claro que o brinquedo predileto do Dante não é um bichinho pequenino, mas sim um caminhão de plástico imenso. A bagagem dos outros integrantes da viagem foi encaixada onde dava, debaixo do banco ou entre os nossos pés.

Fomos com um casal de amigos aqui de Recife, que nos acompanharam em sua moto. Lá nos encontramos com mais quatro amigos de João Pessoa-PB.

O parque leva esse nome porque uma das pedras principais tem um grande rasgo, lembrando uma boca sorridente. O acesso é bem fácil, por uma estrada de terra-batida com uns 2 km. O ponto de apoio do parque é a casa do seu Tico, que serve como saída dos passeios, descanso e restaurante. O seu Tico, morador desde sempre da região, é o alegre guia das caminhadas por todo o parque. Há também o Júlio, que ministra as aulas de rapel e escalada. Quem não quer acampar lá no parque tem como opção dormir na pousada da Neide, que fica na estrada de asfalto.

Chegamos no sábado um pouco antes do almoço. O Dante ficou com a babá na pousada – que parece uma chácara -, enquanto fomos até o parque. Lá fizemos várias caminhadas. A Gabriela se esbaldou tanto no sábado quanto no domingo. Fez caminhadas, subiu em pedras, balançou-se em cipós, bebeu água da fonte, arrastou-se por grutas, ficou no meio de uma revoada de morcegos, subiu uma pedra de 40 metros de altura, viu uma cobra e aprendeu um montão sobre sobrevivência na selva. Na volta, ainda fizemos uma boa caminhada no escuro até a pousada.

Em nenhum momento ela reclamou do cansaço, medo ou pequenos arranhões. Mostrou muita responsabilidade e, ao mesmo tempo, iniciativa nas caminhadas. Agora fiquei bem mais seguro em levá-la nas próximas aventuras.

Ela só ficou triste porque não pôde fazer o rapel, mas foi por minha culpa. É que no sábado eu não tinha deixado ela fazer porque achei inseguro ela depender de apenas um pino para descer. Falei com o Júlio para nos amarrar em cordas diferentes no domingo pela manhã. Só que bem na hora que íamos fazer o rapel começou a chover, o que impossibilitou a subida na pedra. Fica para a próxima.

O Dante também adorou ficar na pousada. Sagüis, bezerros e um papagaio tagarela. Mas o que ele mais gostou mesmo foi o banho de tanque e dormir no chão forrado. Logo, logo, ele também vai acompanhar a Gabriela nas caminhadas pelo mato.

Bem, foi um passeio diferente, onde eu e a Renata fomos apenas coadjuvantes. Mas valeu a pena ver a Gabriela e o Dante aproveitando um pouco do que eu e a Renata sempre fazemos.

Gabriela, Renata e a Pedra da Boca:

Gabriela, a aventureira:

Finha (babá) e Dante: