Vol. 5 – As Três Pessoas que Você Encontra no Inferno

 
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Volume 5: As Três Pessoas que Você Encontra no Inferno

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Parte 1

Eu já estava rodando há 3 dias. No começo foi legal andar com a estrada completamente vazia, mas depois a sensação foi ficando aterradora. É muito estranho andar 2.000 km sem ver viva alma. Por falar nisso, não vi nem viva nem morta alma.

O inferno não é como aprendemos nos filmes, um lugar bem quente, todo vermelho e com milhões de sofredores. A verdade é que o inferno é bem parecido aqui com a terra, mas sem ninguém, absolutamente ninguém. As estradas são asfaltadas, há postos de gasolina, comida congelada nos freezers e hotéis limpos. É como se tivessem, de uma hora para outra, eliminado todos os seres humanos da terra.

Quando a Bruxa Tereza me disse que teria que ir ao inferno para recuperar a alma dos meus amigos, pensei que ela estava fazendo uma metáfora. Mais tarde aprendi que bruxas não fazem metáforas. Ali estava eu, no inferno, na busca da minha mulher Giovana, meu amigo Jessé e de Lampião, o grande mito do sertão. A feiticeira me fez repetir várias vezes a sua fala, até que suas palavras ficassem gravadas em meu coração: “Assim como você pediu, a fêmea voltará com o corpo perfeito, mas sem a memória da vida. Os seus amigos se lembrarão da passagem na terra, mas terão o corpo deteriorado pelo tempo na cova. Ninguém que foi mandado para o inferno consegue esconder seus pensamentos, intenções ou desejos. No inferno, todos estão condenados a parecer exatamente como são por dentro. Por mais estranho que pareça, não é possível enganar os outros no inferno. Para trazê-los, basta encontrá-los e perguntar se querem voltar. Simples assim. E o mais importante, não se esqueça que você me deu a sua alma!”

Assim que a bruxa me deu a poção, cai no sono. Quando acordei, estava sozinho em Recife. Caminhei um pouco até encontrar uma moto. Foi fácil fazer ligação direta. Rodei a cidade toda procurando alguém. Nada. Pelo o que aprendemos na igreja, quase todos os mortos deveriam estar ali. Não encontrei ninguém, mas esperava que a Bruxa Tereza estivesse certa e pelo menos meu amigos estivessem em algum lugar. Como eu não conheço as regras do inferno, tentei imaginar o que as pessoas fariam quando se encontrassem sozinhas logo após a morte. Acho que tentariam encontrar outras pessoas. Talvez fossem dirigidas a um lugar central. Fui até o centro da cidade. Embora não houvesse ninguém, tinham deixado um recado escrito no chão do pátio do Marco Zero: ”Fomos para Brasília”. Natural que ao se encontrarem sozinhas, as pessoas tentassem procurar um lugar onde estivesse o comando. Também natural que fossem para o centro do país. Só não pude deixar de pensar em uma piadinha com o fato, pois o comando central agora seria o Diabo, que estaria em Brasília.

Minha moto era muito potente, então pude aproveitar bastante a viagem na estrada sem nenhum movimento. Mas com o tempo comecei a ficar com muito medo. Toda hora olhava para o retrovisor para ver se não tinha ninguém me seguindo. Era uma impressão muito real. Quando eu parava em um posto para abastecer, sempre ficava com a impressão de que estavam me observando. O pior mesmo era à noite. Eu entrava nos hotéis, subia as escadas vazias, corria de medo pelos corredores desertos e me trancava em algum quarto. Não conseguia pregar os olhos. De tempos em tempos, ouvia algum sussurro no corredor, ou então passos na rua lá fora. Mas quando tomava coragem de ver o que era, não havia nada.

No terceiro dia, já cansado por me sentir vigiado o tempo todo e sem dormir, comecei a ver relances de motos pelo espelho. Sempre que entrava em uma curva, tinha a nítida impressão de que havia motos vindo atrás de mim. Em uma dessas curvas, fiquei tanto tempo olhando para o espelho que acabei saindo fora da estrada e caindo no acostamento. Tive bastante sorte, pois eu só esfolei um pouco o joelho e a moto continuou ligada ali no chão. Quando eu tentava levantar a moto, tive a visão mais aterradora da minha vida.

A 200m vinha uma horda de motoqueiros fantasmas. Todos completamente brancos. Eu sabia que eram fantasmas porque eram meio transparentes. Suas caras malvadas avisavam que não vinham para cima de mim com boas intenções.

Rapidamente, subi na minha moto e disparei na estrada. Às vezes conseguia me afastar deles, às vezes ficavam mais próximos. Se eu conseguisse manter essa tocada, poderia chegar em Brasília sem que me alcançassem. Estava quase chegando. Era só uma questão de não cair.

Entrei na capital com meu motor roncando forte. Ao olhar para trás, vi que o exército de fantasmas tinha parado no limite da cidade. Por alguma razão não queriam, ou não podiam, entrar nos domínios do Diabo.

Demorei alguns instantes para perceber que as calçadas estavam cheias de gente. Alguns de terno, outros maltrapilhos. Havia mulheres bonitas, mas também pessoas ensanguentadas. O estranho é que não havia crianças, só adultos. Eu precisa agora encontrar os meus amigos e dar um jeito de sair do inferno. Mas isso sem o Diabo perceber e sem ser esmagado por um bando de motoqueiros fantasmas.

Parte 2

“Corre! Corre! Corre mais!”. Era só o que eu ouvia ali na estrada. Nem o motor da caminhonete encobria os gritos de Giovana. O pior é que ela tinha razão, porque os motoqueiros fantasmas estavam alcançando a gente.

O chato do inferno não é que ele seja quente – não é -, ou aterrador. O chato do inferno é que o inferno é chato. Além da Giovana se esgoelando no banco de trás, eu ainda tinha que ouvir os comentários sinceros de Jessé. “Meu irmão, eu só estou aqui no carro com você porque quero voltar para a terra, mas deixa a gente chegar lá que eu já te enquadro direitinho”. Era verdade o que a Bruxa Tereza tinha dito – os mortos que foram enviados ao inferno estão condenados a falar tudo o que vem à mente. Não é algo muito vantajoso, pois Jessé ficou me contando todo o seu plano para me trair dali uns dois dias. No começo eu fiquei rindo, mas depois ficou só chato mesmo.

Giovana tinha virado uma prostituta em Brasília. Mas não em troca de dinheiro. Ela saía com qualquer homem que lhe desse uma mínima noção de segurança. Acho que ela foi para o inferno não por ter sido má, mas por ter vivido sempre com medo da vida. Jessé, que na terra tinha parecido um homem sisudo e correto, ali no inferno virou um vendedor de carros usados. A imagem de homem sério que ele usava na terra era só uma máscara mesmo, vendida como se vende qualquer objeto. Não sei porque ele foi para o inferno, já que todo mundo usa máscaras na terra. Deve ter sido porque matou aquele juiz lá na Serra dos Albuquerques. Talvez essa história de 10 mandamentos seja verdade. Vai saber.

Não consegui encontrar Lampião em Brasília. Talvez estivesse em outro lugar, mas todo mundo dali achava que não havia mais ninguém fora da cidade. Todos os condenados iam para lá. E ninguém saía, porque os motoqueiros fantasmas atacavam qualquer um que tentasse fugir da cidade. Não sei porque alguém que está no inferno teria medo de fantasmas, mas todo mundo tinha. Quem tentava sair de Brasília era atacado pelos motoqueiros, depois reaparecia todo arrebentado, com a carne rasgada. A pessoa então teria que viver assim para o resto da eternidade. A vaidade é forte até entre os mortos.

Quem tinha morrido de forma violenta levava essas marcas para lá. Jessé ainda tinha a cabeça arrebentada pela bala que o matou. Giovana estava em estado de putrefação, além de ter que empurrar as entranhas de volta para dentro da barriga de tempos em tempos. Quando voltassem para a terra teriam que dar um jeito nisso. A cabeça de Jessé poderia ser escondida com um boné. Giovana não tinha muito jeito, mas a Bruxa Tereza tinha prometido que ela voltaria a ser bonita, desde que o preço fosse pago. O preço era que Giovana não teria memória, não se lembraria de nada que vivera, não me amaria mais. Não que isso fizesse muita diferença, agora que eu tinha percebido que ela sempre tinha sido uma medrosa, que tinha se apegado aos outros só por medo de viver. Eu tinha sido só mais um porto seguro em algum momento de sua vida. Eu tinha quase me arrependido de ter me arriscado para pegar aqueles dois, mas a pena falava mais alto.

Por falar em falar mais alto, agora o ronco das motos dos fantasmas já superava os gritos de Giovana. O motoqueiro que vinha mais à frente puxou uma corrente da sua cintura, rodopiou no ar e prendeu no eixo traseiro da caminhonete. O tranco fez com que ele caísse da moto, mas continou segurando a corrente mesmo assim. Enquanto era arrastado no asfalto, aos gritos de dor, o fantasma se puxava pela corrente até alcançar o nosso carro. Subiu na caçamba, quebrou o vidro de trás com um murro, esticou o braço e torceu o volante. A nossa caminhonete virou para a direita, deu três piruetas no ar e caiu em um abismo no lado direito da pista. Eu vi tudo em câmara lenta. Também ouvi tudo, Giovana gritando que transaria com Deus se ele a salvasse e Jessé prometendo sua alma ao Diabo para não morrer no acidente. Se é que um morto pode morrer. Eu ainda estava acordado quando o teto da caminhonete alcançou o chão. Depois tudo ficou escuro.

Parte 3

Acordei só no outro dia pela manhã, deitado em uma cama cheirosa. No início eu não vi mais ninguém. Só se ouvia a água caindo e música ambiente. Senti um cheiro bom de café quando a porta do quarto se abriu. Era Giovana trazendo uma bandeja com o café da manhã.

“Giovana, meu amor. Onde é que você tava? Os fantasmas tiraram a gente da estrada e a gente quase morreu. Quem me tirou do carro? Como nós chegamos aqui? Cadê o Jessé?…”. Eu não conseguia parar de falar.

Nisso Giovana, em uma voz clássica e serena, me pediu para ter calma. “Meu amorzinho, acho que você teve um pesadelo. Nós estamos em casa, tá vendo?” Eu não entendi nada. Ia fazer mais perguntas, mas ela me interrompeu para me apressar pois aquele era o meu grande dia. Minha roupa estava pronta no closet e o carro já estava esperando a gente lá embaixo. Estava meio atordoado, mas achei melhor não fazer mais perguntas. Que sonho mais doido tinha sido aquele com os fantasmas.

O carro nos levou até o Centro de Convenções. Logo na entrada havia uma grande placa da Moto Magno promovendo a entrega do Prêmio Anual da Celebridade Amiga do Motociclismo. Todo mundo de smoking, mulheres perfeitas e fotógrafos por toda parte. Uma atendente me puxou eroticamente pelo braço até uma cadeira na primeira fila. O auditório estava lotado. Um monte de gente veio me cumprimentar. Eu só sorria, sem entender nada.

O mestre de cerimônias convidou o presidente da Moto Magno, o Governador do Estado e o Diretor da Rede Teledifusora de Televisão para compor a mesa. Eles fizeram seus discursos, emitiram comentários engraçados e parabenizaram a iniciativa do prêmio. Muitos aplausos.

O diretor da Rede Teledifusora de Televisão, Sr. Luis Siffer, foi chamado ao púlpito para entregar o prêmio de terceiro lugar para o jornalista João Ministerial Caroço pela defesa da lei que obriga a instalação de um chip no crânio dos motoqueiros. O chip desliga a moto no caso de qualquer infração e automaticamente debita o valor da multa na conta do piloto. Além disso, o chip envia para a esposa/marido do motoqueiro/motoqueira o trajeto realizado e as ligações telefônicas efetuadas durante o dia. Após essa lei, os acidentes fatais diminuíram em 0,64%, demonstrando que a maior parte dos acidentes fatais não era por causa de infrações dos motoqueiros, mas sim por imprudência dos motoristas de carro, que não têm chip. Mas o projeto continuará mesmo assim, pois as autoridades têm a esperança que o chip futuramente diminua também o número de divórcios e aumente o atendimento religioso dominical. Aplausos e fotos.

O presidente da Moto Magno, Eng. Hugo Notapete, entregou o prêmio de segundo lugar ao piloto Carlos Poltronete, que foi o ator principal da campanha estadual multimilionária para a proibição da respiração durante a pilotagem. O projeto ainda não tinha sido aprovado na câmara legislativa, mas era uma questão de tempo. As autoridades esperam que os acidentes diminuam muito com a medida. Quantos metros alguém consegue pilotar sem respirar? Gargalhadas e fotos.

Então o Governador Jessé Jemisson foi chamado. Em seu discurso ele fez um monte de elogios e desenvolveu um breve relato da minha vida, dando ênfase ao meu casamento de sucesso com a Socialite Giovana Abobrinha. Contou como eu tinha sido um líder político desde a juventude, o primeiro case de sucesso comprovado do uso do media training para a eleição de deputado federal e como eu estava sendo cotado pela Rede Teledifusora de Televisão para ser o próximo candidato a presidência pelo Partido Sorridente. Ele anunciou que o Prêmio Anual da Celebridade Amiga do Motociclismo seria entregue a mim, Senador Willi Barbosa, pela lei que proíbe o uso de rodas nas motocicletas. Segundo ele, aquela tinha sido uma articulação política que entraria para a história, pois a medida foi aprovada junto com a lei que obriga os motoqueiros a continuar comprando motos novas a cada três anos. Desta forma os acidentes diminuiriam drasticamente, mas sem diminuir as vendas.

A multidão me aplaudiu de pé por quase cinco minutos. Giovana não podia conter sua expressão de orgulho. Os homens de bem ali presentes estavam jubilantes, tanto pelo sucesso do seu programa de redução de acidentes envolvendo motocicletas como pela promoção da produção industrial do estado.

Eu estava me dirigindo ao mestre de cerimônias – “Queria agradecer ao meu amado mestre…” – quando ouvi um estouro na porta de entrada do auditório. Uma moto barulhenta entrou à toda, salpicando lama na mulherada e espalhando fumaça por todo lado. Era Lampião, o Rei do Cangaço. O cara sacou duas pistolas, disparou para o teto e gritou:

“Vamos parar com essa frescuragem! Willi, isso aqui é coisa do demo. Foge!”

Parte 4

Eu corri com Giovana para o estacionamento enquanto Lampião acordava Jessé do transe do Diabo. “Acorda, cabra da peste, tu não é governador borra nenhuma. Acorda se você quer ir embora do inferno”. Roubamos quatro motos da polícia e caímos na estrada. Não dava para ver nenhum fantasma nos seguindo. Eu não fazia a mínima idéia de como sair daquela terra, mas confiava em Lampião.

Rodamos a manhã toda, até que a adrenalina baixou o suficiente para alguém ter a idéia de pararmos para decidir o que fazer. Estávamos em alguma cidade do Mato Grosso, deserta como o resto do mundo. Fizemos o almoço em um restaurante chique. Tudo era muito bonito, mas o cheiro de podre estragou nosso apetite.

Finalmente tínhamos um tempo para conversar com calma. Lampião explicou que ele podia entrar e sair do inferno a hora que quisesse, mas os outros teriam que ter a autorização do Diabo. Essa nossa fuga tinha servido só para quebrarmos as nossas ilusões de grandeza. Só. Para sair de verdade dali, só negociando mesmo. O problema é que o preço seria caro demais.

Jessé disse que tudo era besteira de Lampião, aquele ignorante tosco e rude. Pegou a sua moto e voltou para Brasília, com a promessa de descobrir como sair daquela terra maldita.

Eu sabia que era tempo perdido, então baixei a bola e liguei para o SAC do demônio na tentativa de fazer um acordo. Não esperamos nem dois dias para aparecer uma comitiva de carros luxuosos, cheia de homens de terno, com um perfume que não conseguia disfarçar o mau cheiro deles. Armaram duas tendas da Moto Magno na praça da cidade. Eu entrei em uma tenda, Giovana entrou na outra.

O representante do Diabo ficou fulo da vida quando descobriu que não podia me impedir de sair. Eu não tinha alma, já que tinha dado a minha para a Bruxa Tereza. Belo truque. Mas não teve jeito com Giovana. Para ela ofereceram mais 10 anos na terra, com o corpo perfeito e um bom salário. Em troca ela trabalharia na Comissão de Regulamentação dos Motoqueiros, um órgão do congresso que visa criar leis para impedir que os motoqueiros trabalhem como autônomos, multar aqueles que abrirem a viseira enquanto parados nos sinaleiros, forçar a troca de placas a cada dois anos e, a minha preferida de todos os tempos, proibir o uso de capacetes durante atos criminosos: “Prezado marginal, favor limpar os pés e retirar o capacete antes de cometer crimes em nosso estabelecimento. A Direção.”

Logo que Giovana assinou o contrato nós fomos para as Cataratas do Iguaçu. Quase não nos falamos. Afinal, ela não se importava por quem eu era, nem pelo o que eu tinha feito por ela, muito menos por tudo que tínhamos vivido juntos. Pelo menos eu achava melhor ser ignorado do que ser manipulado. No passado, ela sempre dizia que me amava, mas a verdade é viveu a maior parte da vida ao lado do Coronel Abobrinha. Como diria o menestrel: “Princesa eu sei que sou para sempre. Mas sempre não é todo dia.”

A saída do inferno é uma prova de fé de que o Diabo não te enganará. Você precisa se jogar na Garganta do Diabo. Como não tínhamos escolha, foi o que fizemos. A queda foi tão forte que perdemos a consciência assim que batemos na água. Nossos corpos foram carregados rio abaixo, onde fomos encontrados por salva vidas depois de sermos avistados por turistas.

Como a Bruxa Tereza e o Diabo tinham avisado, Giovana não se lembrava mais de mim. Bem, que seja feliz no seu novo trabalho ferrando os motoqueiros. Vi Jessé na televisão uns meses depois. Ele estava fazendo campanha para vereador, prometendo aprovar uma lei que obrigará os motoqueiros a tatuarem a placa da moto no pulso e a vestirem uma estrela no braço. Assim todos poderão reconhecer os motoqueiros, mesmo que estejam longe de suas motos. A campanha eleitoral também tentava mostrar as vantagens aos motoqueiros, pois, segundo ela, isso diminuirá os roubos de motos. Agora eu acreditava mais ainda em Lampião, que disse que para voltar do inferno só fazendo um pacto com o Diabo.

Quem me pegou no hospital depois do afogamento foi o próprio Lampião. Ele tinha arranjado uma moto bonitona para mim. Esperamos o crepúsculo para deixarmos a cidade. Havia um pouco de névoa. Pilotávamos sem pressa, com as motos lado a lado, sem capacetes, sem lenços e sem documentos. Foi Lampião quem rompeu o silêncio:

“Você vai sentir falta de Giovana?”

Eu pensei em tudo que tinha passado com ela, abri um sorriso e respondi ao meu grande amigo:

“Nós sempre teremos Paris”.

(continua, um dia, com as novas aventuras dos Motoqueiros do Sertão)

 
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