Bosozoku

Bosozoku em japonês significa “tribo da velocidade”. É uma subcultura de motoqueiros do Japão. Teve o seu início na década de 50. Persiste até hoje, mas sem a mesma intensidade. Seus integrantes são bastante jovens e pilotam suas motos de forma muito arriscada. O pico desse movimento foi em 1980-81: 180 mortos, 2000 feridos e 6700 detidos.

As motos são geralmente de média cilindrada. Completamente modificadas para efeitos estéticos, sem muita preocupação com o desempenho. Os Bosozoku saem vestidos com fantasias, geralmente de kamikaze ou de combatente. Esse movimento é visto simultaneamente como de delinquentes ou como de aventureiros românticos. Isso depende com quem você fala.

Acho que esses caras não conseguiram influenciar muito o ocidente. Pelo o que eu li, aquele filme “Velozes e Furiosos em Tokyo” tem alguma referência a eles. Eu ainda não assisti ao filme.

As gangues deles tinham carros e motos. Assim que o cara atingia a maioridade, largava a moto e ia para o carro. A moto era uma espécie de “rito de passagem”.

Mas eles têm uma característica importante. Em geral, essas tribos ou dão muita importância para a estética (e.g., mods e o pessoal das customs) ou para a velocidade (e.g., rockers e os caras das esportivas). Esses bosozokus gastavam muito com estética, mas também eram loucos pela pilotagem. Juntavam os dois mundos.

O número de mortes é impressionante…

Nós, que andamos um pouco mais devagar, também passamos essa impressão para quem não anda de moto. O que para a gente é simples, fazer uma curva a 100 km/h, pode significar que “estamos pedindo para morrer” para quem está olhando pela janela de um carro. Por isso, mesmo que estejamos fazendo algo seguro e legal, passamos a impressão de ser algo arriscado. Nós representamos o risco. Eu penso que essa mensagem é importante para manter a nossa sociedade um pouco mais saudável. Viver é bom e viver é arriscado.

Eu não defendo esse tipo de pilotagem dos bosozokus, que é parecida com o que ocorre aqui entre os nossos jovens. Mas acho que temos o dever de tentar entender porque eles têm essa necessidade de se expressar tão perigosamente. Quando acontece isso, é porque está faltando alguma coisa. Para todos. Para aqueles que se matam e também para aqueles que mantém uma cultura que gera jovens suicidas.