Full Throttle (1995)

Pode parecer difícil escolher o melhor jogo de todos os tempos. Eu gosto de corridas e tiros. Pensando rápido, me lembro de ter jogado muito Enduro para o Atari, Need For Speed, GTA e Duke Nuken 3D. O GTA tinha a vantagem de misturar carros e armas, mas sem a mesma intensidade dos outros. Só que as tiradas eram muito boas. Demorei um tempão para descobrir que para salvar o jogo eu tinha que entrar em uma igreja com a placa “JESUS SALVA”. Às vezes me dava um rompante de controlar o mundo, então jogava o Civilization. Minha estratégia era investir muito em pesquisa científica, para então construir armas e conquistar os outros territórios. O único problema era que as bombas nucleares causavam aquecimento global, mas nada que o dinheiro não resolvesse. Isso sem contar o Chessmaster, meu amigão no xadrez.

Mas um jogo está acima de todos os outros: Full Throttle, de 1995. O mocinho era Ben, o líder dos Polecats, uma gangue de motoqueiros. Durante o jogo Ben tinha que limpar o seu nome, salvar a gangue e ainda impedir que a Corley Motors deixasse de fabricar motos para vender minivans. A mocinha era Maureen, uma mecânica de motos. Ninguém sabia, mas ela era a filha secreta do dono da Corley Motors e membro da gangue Vultures.

O jogo não tinha muita ação, era mais do tipo estratégia. Mas as músicas, as vozes e os cenários faziam você sentir dentro de um filme. Pelo o que eu me lembro, costumava jogar em 96, nas horas que parava para descansar de escrever a minha tese de doutorado. Ou talvez tenha sido o contrário.